Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Buena Vista Social Club quebram o gelo na Casa Branca

  • 333

Para Omara Portuondo, cantora que integrou a formação inicial da banda cubana, a atuação na Casa Branca não vai ser diferente dos seus concertos habituais: é que “a música não conhece fronteiras”

Esta quinta-feira faz-se História na Casa Branca. Não, Barack Obama não vai fazer nenhuma revelação política ao mundo; os protagonistas da noite serão os elementos dos Buena Vista Social Club, a primeira banda cubana a atuar na residência do Presidente norte-americano em mais de 50 anos. É mais um passo, ainda que simbólico, para a recente normalização das relações entre Cuba e Estados Unidos, que estiveram de costas voltadas durante mais de meio século.

Omara Portuondo, cantora e dançarina do grupo, afirma que esta é "uma oportunidade muito bonita de representar Cuba e a música cubana", em entrevista à edição desta quinta-feira do "El País". No entanto, Portuondo não se deixa intimidar pela ocasião: "Vamos atuar com o gosto de sempre e fazer algo que seja divertido".

A cantora, de 85 anos, assegura que a diversão é "uma das coisas importantes para o ser humano", já que a música é algo "universal", não pode ser parada e muito menos "conhece fronteiras".

Omara Portuondo e Eliades Ochoa são dois dos músicos que fizeram parte da formação inicial da banda

Omara Portuondo e Eliades Ochoa são dois dos músicos que fizeram parte da formação inicial da banda

BERTRAND GUAY

No entanto, nem todos os membros da banda cubana vão poder estar presentes, uma vez que a dimensão do grupo coloca problemas de espaço - são mais de 20 os músicos que tocam habitualmente ao lado de Portuondo. A acompanhar a cantora vai estar também Eliades Ochoa, outro integrante da formação original, que remonta à década de 1940 e foi reunida de novo em 1997. Desde então, a banda atingiu a fama mundial e já ganhou um prémio Grammy.

Omara Portuondo revela que esta noite vai levar um desejo consigo quando atuar frente ao Presidente e demais personalidades presentes na Casa Branca: "Gostava que Barack Obama me apresentasse a esposa, que me parece muito interessante".

Quanto ao próprio Presidente, será livre de dançar, se quiser, já que para Omara "o problema da música é o mesmo do amor": tem de ser tudo "muito espontâneo".