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Estado Islâmico declara guerra a russos e americanos

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NABIL MOUNZER/ EPA

Depois de os russos terem sido acusados pelo ocidente de estarem a atingir grupos que combatem o autodenominado Estado Islâmico, agora são os jiadistas a virarem-se contra os russos

O autodenominado Estado Islâmico (Daesh) declarou uma jihad à Rússia e aos Estados Unidos da América. Esta terça-feira, o grupo radical difundiu uma mensagem áudio que apela à ação da “juventude muçulmana” contra aqueles que “estão a levar a cabo uma cruzada no Médio Oriente”.

“A Rússia será derrotada. Muçulmanos em todo o mundo: lancem uma jihad [guerra santa] contra russos e norte-americanos”, disse Abu Mohammad al-Adnani, porta-voz do Daesh, citado pela agência Reuters.

Em poucos dias, este é o segundo grupo islâmico a fazer frente ao governo de Moscovo. Na passada segunda-feira, o chefe da Frente Al-Nusra, Abu Mohamed al-Jolani, também se dirigiu aos seus militantes: “Se o exército russo matar sírios, então matem os russos. E se eles matarem os nossos soldados, matem também os soldados deles. Olho por olho”.

Atualmente, tanto os Estados Unidos como a Rússia têm realizado ataques aéreos na Síria. O alvo é o Daesh. No entanto, a Casa Branca e os seus aliados alegam que os russos estão principalmente a atingir outros grupos, alguns dos quais lutam contra o Daesh. Esta é um acusação já negada por Moscovo.

Na mesma mensagem áudio divulgada pelo Daesh, é ainda confirmada a morte de Abu Mutaz Qurashi, que segundo os órgãos de comunicação internacionais será o número dois do grupo radical islâmico. O homem terá sido morte pelas forças norte-americanas, em agosto, num ataque aéreo no Iraque. Na altura, a Casa Branca referiu-se a este militar como Fadhil Ahmad al-Hayali.