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Quatro atentados deixam 3 mortos e 30 feridos em Israel

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ALEXANDER ERMOCHENKO

Em causa está o acesso à Esplanada das Mesquitas de Jerusalém. O primeiro-ministro Netanyahu convocou uma reunião de emergência.

Pelo menos três israelitas morreram e 30 ficaram feridos, esta terça-feira, na sequência de uma onda de ataques com arma branca na cidade de Raanana, a norte de Telavive, e em Jerusalém, segundo fontes policiais citadas pelo diário espanhol “El País”. A onda de ataques, que dura há semanas, tem sido considerada uma nova Intifada.

Atos violentos deste tipo já custaram a vida a 30 indivíduos desde 1 de outubro, seis dos quais israelitas, os demais palestinianos, e nem sempre atacantes. Só ontem houve três ataques de palestinianos, em que os atacantes acabaram mortos a tiro. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reuniu de urgência com as forças de segurança e os acessos a Jerusalém Oriental estão cortados.

No bairro de Armon HaNatziv, em Jerusalém, dois palestinianos atacaram passageiros de um autocarro com armas brancas e de fogo. Duas pessoas morreram e pelo menos 16 ficaram feridas. A polícia matou um dos atacantes e prendeu outro.

Noutro ataque, um palestiniano atropelou intencionalmente vários transeuntes e, em seguida, saiu do carro para os apunhalar. Morreu uma pessoa e seis ficaram feridas, tendo o autor do ataque sido preso.

Em Raanana, duas pessoas foram feridas com arma branca por um palestiniano, que acabou igualmente detido. Na mesma localidade, outro homem apunhalou quatro pessoas, segundo dados da Estrela de David Vermelha (equivalente em Israel à Cruz Vermelha)

Local sagrado para ambos os lados

Um dos motivos para os confrontos é o acesso à mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, que é o terceiro local mais sagrado do Islão. Fica na Esplanada das Mesquitas, a que os muçulmanos chamam Haram al-Sharif e os judeus Monte do Templo, que consideram o mais sagrado local da sua religião. O Governo israelita garante não ter intenção de alterar as regras vigentes, mas os palestinianos temem que não seja assim

A mesquita é administrada por muçulmanos e aberta a outras fés para visita, não para oração. Os muçulmanos receiam que judeus ultraortodoxos queiram ocupar o local para rezar e construir uma sinagoga no mesmo complexo. Nas últimas semanas a polícia israelita tem proibido grupos islâmicos de entrar no complexo. O líder do movimento Hamas, Ismail Haniey, fala em “crimes contra Al-Aqsa” e considera a nova Intifada justificada.

O Ministério da Saúde palestiniano refere mais de mil feridos, incluindo vítimas de fogo do exército israelita. Hoje os palestinianos proclamaram uma “jornada da ira” e a população árabe de Israel (20%) convocou uma greve geral.