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Obama compara Trump a personagem de “Big Brother”

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Alex Wong / Getty

Presidente norte-americano diz que o polémico candidato às primárias no Partido Republicano conseguiu um grande golpe publicitário ao atingir algo que é real: um genuíno sentimento anti-imigração existente entre os republicanos

Barack Obama compara Donald Trump às típicas personagens dos programas de “reality tv”, estilo “Big Brother”, considerando que apesar da eficácia momentânea das suas polémicas declarações é pouco provável que o republicano chegue a Presidente dos Estados Unidos.

“Ele é muito bom a procurar obter publicidade”, afirmou Obama – durante uma entrevista ao programa “60 Minutos”, transmitido na noite deste domingo pela CBS – referindo não ficar surpreendido que as polémicas declarações do candidato às primárias no Partido Republicano estejam a resultar, especialmente bem, numa fase inicial da campanha em que o partido “ainda não percebeu claramente sobre o que é a favor”, mas sobretudo sobre “o que é contra”.

“Ele é, você sabe, uma clássica personagem de reality tv” e conseguiu atingir “algo que existe e que é real” dentro do Partido Republicano: “Eu penso que há um genuíno sentimento anti-imigração, pelo menos numa larga fatia dos eleitores das primárias republicanas”.

Entre as ideais sui generis defendidas pelo multimilionário candidato republicano, encontra-se a da construção de um muro na fronteira dos Estados Unidos com o México.

Questionado sobre se Trump acabará por desaparecer da corrida, Obama respondeu que deixava os pareceres sobre esse assunto para os especialistas, acrescentando contudo estar convicto de que ele “acabará por não chegar a Presidente dos Estados Unidos”.

Hillary fez mal

Em relação à polémica sobre o uso que Hillary Clinton, candidata atualmente apontada como a favorita nas primárias no Partido Democrata, fez de uma conta de email privada enquanto foi sua secretária de Estado, o atual Presidente norte-americano afirmou: “Ela cometeu um erro. E reconheceu-o (…) Eu penso que ela foi a primeira a reconhecer que talvez pudesse ter lidado melhor com a decisão original e mais rapidamente com as suas consequências”.