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Dilma tenta reunir apoios contra destituição

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FERNANDO BIZERRA JR./EPA

O presidente da Câmara dos Deputados do Brasil irá decidir na terça-feira sobre o pedido de impeachment da Presidente Dilma Rousseff

Face à incerteza sobre se o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Eduardo Cunha, irá ou não dar prosseguimento na terça-feira ao pedido de impeachment de Dilma Rousseff, a Presidente brasileira levou a cabo este fim de semana duas reuniões para tentar concertar apoios.

A estratégia de Dilma passa por, através dos ministros dos partidos aliados, obter apoio de base, que barre o impeachment, segundo refere “O Globo”.

A decisão que Cunha anunciou ir tomar, na terça-feira, sobre o pedido de impeachment - elaborado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior e apoiado pelo PSDB - ocorre numa altura em que crescem pressões para o seu afastamento da presidencia da Câmara dos Deputados, em sequência da divulgação de contas suas na Suíça que eram utilizadas para pagar despesas pessoais da família.

Após as contas do primeiro mandato de Dilma terem sido rejeitadas na semana passada pelo Tribunal de Contas da União do Brasil – devido a irregularidades que incluem uma manobra para ocultar a dívida usando dinheiro dos bancos públicos – a oposição a pressionou Cunha para que aceite o pedido de impeachment.

Caso ele rejeite, a oposição deverá apresentar um recurso que será votado na assembleia e que necessitará de mais de metade dos votos para aprovação.

A marcação da data da apreciação do recurso será depois estabelecida por Cunha e os deputados apoiantes do requerimento consideram ele irá marcá-la numa altura em que as denúncias sobre si se agravem, de modo a desviar as atenções.