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Violência agrava-se a cada minuto em Gaza e na Cisjordânia

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Destroços da casa atingida na madrugada de domingo pela artilharia israelita. Mãe e filha palestinianas não sobreviveram

SUHAIB SALEM/REUTERS

Uma mulher grávida e a sua filha morreram este domingo durante um ataque das forças israelitas à Faixa de Gaza. Na Cisjordânia, polícias israelitas foram alvo de um ataque de uma bombista suicida

A violência agravou-se nas últimas semanas nos territórios ocupados da Palestina. Na madrugada deste domingo, as forças israelitas responderam ao lançamento de dois morteiros contra o sul de Israel, ocorrido no sábado, com um um ataque sobre Gaza que matou uma mulher grávida e a filha de três anos.

Segundo fontes palestinianas, outras três pessoas ficaram debaixo dos escombros da casa atingida pela artilharia israelita.

Na Cisjordânia, a situação é igualmente preocupante. A polícia israelita disse que uma mulher palestiniana fez explodir um carro-bomba junto a um posto de controlo.

A mulher terá sido obrigada a parar o carro pela polícia israelita, na manhã de domingo, perto do colonato de Maale Adumium. Segundo um porta-voz das forças de seguraça de Israel, a palestiniana detonou os explosivos depois de gritar “Allahu Akbar” (Deus é grande, em árabe). Um polícia ficou ligeiramente ferido e a mulher permanece em estado crítico.

Durante o fim de semana, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, falou ao telefone com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu e com o o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, expressando-lhes "grande preocupação" face à escalada da violência.

O Departamento de Estado norte-americano fez ainda saber que Kerry disponibilizou o apoio dos EUA no sentido de restabelecer a calma no território, mas ambos os líderes responsabilizaram o outro pelo aumento da violência.