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Mais de 40 mortos no Chade em ataque a mercado e campo de refugiados

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O campo de refugiados atacado abriga fugitivos do Boko Haram, grupo suspeito de ter sido o autor dos atentados

Bombistas suicidas atacaram este sábado um mercado de peixe e um campo de refugiados na cidade de Baga Sola, no Chade ocidental. Pelo menos 41 pessoas morreram e quase meia centena ficaram feridas, confirmou este domingo fonte governamental.

O ataque não foi reivindicado mas as suspeitas recaem sobre o Boko Haram. Este grupo terrorista levou a cabo atentados com bombistas suicidas na capital do país, N'Djamena, em junho.

Entre as vítimas das explosões poderão estar os bombistas suicidas que seriam cinco, segundo relatos de testemunhas.

O campo de refugiados atacado este sábado serve de abrigo a milhares de nigerianos que fugiram aos ataques do Boko Haram.

O Chade é o país-sede de uma força regional conjunta de combate aos grupos radicais islâmicos. O projeto conta com o envolvimento do Benim, Camarões, Níger e Nigéria - países que concordaram em criar uma força de 8700 elementos com o propósito de manter a segurança na região. No entanto, problemas financeiros têm adiado o início das operações militares.

Desde o início do ano, o Chade tem ajudado o exército nigeriano a recuperar grande parte das zonas controladas pelo Boko Haram. Porém, nos últimos meses, os ataques com bombistas suicidas têm aumentado. Ainda esta semana, o próprio grupo terrorista partilhou vídeos que provam que ainda dispõe de um número elevado de combatentes.

Num dos vídeos divulgados, o grupo reafirma lealdade ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) e ao seu líder Abu Bakr al-Baghdadi.