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Alemanha e Bruxelas querem sobretaxa para financiar crise dos migrantes

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Os dois países propõem o aumento dos recursos orçamentais europeus através da criação de um imposto especial, que poderá assumir a forma de uma sobretaxa sobre o combustível ou o IVA

O governo alemão e a Comissão Europeia iniciaram discussões sobre a criação de um imposto europeu excecional para o financiamento da gestão da crise dos migrantes, noticia este sábado o jornal alemão "Süddeutsche Zeitung".

Esta semana, à margem da reunião da assembleia geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) - Banco Mundial, Berlim e Bruxelas propuseram o aumento dos recursos orçamentais europeus através da criação de um imposto especial, que poderá assumir a forma de uma sobretaxa sobre o combustível ou o IVA, revela o jornal na sua página de internet.

Este sistema é inspirado no modelo de apoio "Soli-Zuschlag" criado pelos alemães ocidentais para ajudar os de Leste desde a reunificação em 1990. Berlim e Bruxelas procuram novas fontes de receita para por em prática medidas que visam conter o fluxo de imigrantes para a Europa, diz o Süddeutsche Zeitung.

Os montantes assim recolhidos poderiam ser antregues a países como Espanha, Itália, Bulgária e Grécia para melhor proteger as suas fronteiras ou ser também utilizados fora da Europa para melhorar as condições de atendimento dos migrantes nos países "seguros" da periferia da União Europeia e as condições de vida nos seus países de origem, segundo o jornal.

A UE comprometeu-se na quinta-feira a prestar mais apoio aos países de trânsito dos Balcãs Ocidentais e aos vizinhos da Síria, afetados pelo êxodo de refugiados para a Europa, convocando para uma conferência no Luxemburgo representantes de todos estes países.