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Internacional

ONU pede investigação a ataque que fez 28 mortos em casamento

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A casa onde decorria o casamento ficou totalmente destruída

YAHYA ARHAB

Ataque no Iémen foi atribuído à coligação liderada pela Arábia Saudita, que nega a sua autoria

O responsável pela ajuda humanitária das Nações Unidas pediu esta sexta-feira que seja investigado o ataque a um casamento em Sanbam, no Iémen, onde pelo menos 28 pessoas morreram quarta-feira, segundo o total confirmado por fontes médicas à agência AFP - mas testemunhas apontam um número superior.

“Peço uma investigação rápida, transparente e imparcial a este incidente”, disse em comunicado Stephen O’Brien, subsecretário-geral para os Assuntos Humanitários da ONU.

O bombardeamento aconteceu esta quarta-feira e é atribuído à coligação liderada pela Arábia Saudita. Algumas das pessoas presentes e fontes oficiais, mas anónimas, das forças de segurança, garantem que a casa onde se celebrava a cerimónia pertencia a um líder tribal apoiante dos rebeldes huti. Ficou totalmente destruída.

Os relatos dão conta de dois ataques aéreos, continuando por apurar, além do número exato de mortos, o total de feridos. A coligação militar, dominada pelas monarquias sunitas do Golfo, tem realizado uma intensa campanha aérea no Iémen para ajudar as forças do Presidente iemenita Abd Rabo Mansur Hadi, refugiado em Aden.

No final de setembro, num ataque semelhante que teve por alvo outro casamento, pelo menos 131 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, na província de Taiz, sudoeste do país.

A coligação negou, em qualquer das ocasiões, estar envolvida nos ataques. “Não realizámos qualquer operação em Dhamar”, província onde ocorreu o bombardeamento de quarta-feira, disse, em declarações à agência francesa AFP o brigadeiro-general saudita Ahmed al-Assiri, porta-voz da coligação. E insistiu: “Não existiram ataques aéreos. Isso é garantido”.