Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Enfermeira infetada com ébola, curou-se mas está de novo em isolamento

  • 333

D.R.

Numa entrevista que concedeu à BBC na semana passada, Pauline Cafferkey revelou que ainda sentia efeitos da doença viral, mesmo após a recuperação

A enfermeira escocesa que no ano passado contraiu ébola, depois de trabalhar na Serra Leoa, foi esta sexta-feira transferida para o hospital Royal Free, em Londres, e colocada em isolamento, devido a uma complicação relacionada com a infeção. Pauline Cafferkey começou por dar entrada no hospital Queen Elizabeth University, em Glasgow, esta terça-feira, após ter dado conta dos primeiros sintomas.

A diretora de saúde pública do Serviço Nacional de Saúde de Glasgow e Clyde (NHSGGC na sigla inglesa), Emilia Crighton, já confirmou que Pauline apresenta sinais de uma recaída inesperada da infeção, mas sem risco de contágio. No entanto, Crighton adianta que “um pequeno número de contactos próximos” foi já identificado, por precaução.

O caso de Pauline Cafferkey remonta a dezembro do ano passado, numa altura em que a enfermeira estava a trabalhar na Serra Leoa para ajudar no tratamento de doentes com ébola e utilizou um equipamento inadequado. O seu estado de saúde chegou a ser considerado crítico, dado o carácter imprevisível do vírus. A enfermeira foi, na altura, tratada durante três semanas no mesmo hospital londrino onde agora se encontra.

Na semana passada, Pauline Cafferkey esteve em Londres para recolher o prémio Pride of Britain (Orgulho Britânico), no evento anual que o jornal “Daily Mirror” promove para o efeito. Na entrevista que concedeu à BBC antes da cerimónia, a enfermeira revelou ainda sentir efeitos do vírus, mesmo após a recuperação.

O mais recente surto de ébola na África Ocidental começou no início de 2014, na República da Guiné, e acabou por afetar em grande escala também a Serra Leoa e a Libéria, tendo nalguns casos chegado à Europa e aos Estados Unidos.

Na semana passada, a Organização Mundial de Saúde anunciou que nenhum caso de ébola tinha sido confirmado na semana de 28 de setembro a 4 de outubro, algo que já não acontecia desde março de 2014.