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Internacional

Hillary Clinton opõe-se a acordo transpacífico apoiado por Obama

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Hillary Clinton assume uma posição a poucos dias do debate entre candidatos democratas

JIM YOUNG

Candidata presidencial junta-se assim a Bernie Sanders, também candidato à nomeação democrata, na oposição ao Trans-Pacific Partnership (TPP)

Hillary Clinton mostrou-se esta quarta-feira contra a aprovação do Trans-Pacific Partnership (TPP), o acordo nas áreas do comércio e do investimento que cobre 40% do comércio global. O TPP pode vir a ser uma bandeira da administração Obama.

A candidata presidencial argumenta “não estar a favor” daquilo que se conhece sobre o TPP, por considerar que há “demasiadas perguntas sem resposta” relativas ao acordo. Numa entrevista dada esta quarta-feira, Hillary justifica a oposição ao TPP lembrando que disse “desde o início” que a parceria deveria “criar bons postos de trabalho, aumentar salários e melhorar a segurança nacional”. Para aprovar o acordo, a candidata esclarece que “esses são os parâmetros” que têm de ser refletidos no documento final.

A provável candidata do Partido Democrata às eleições presidenciais junta-se assim ao seu opositor na corrida à nomeação democrata, Bernie Sanders, que já mostrou preocupação por acreditar que o TPP vai “prejudicar os trabalhadores norte-americanos” e “afetar negativamente o ambiente”. Dado que Sanders está a revelar-se um concorrente inesperadamente popular, especula-se que Hillary possa estar a tomar posição em relação ao TPP numa altura em que o debate entre os candidatos democratas se aproxima.

O Trans-Pacific Partnership foi assinado esta segunda-feira pelos seus 12 países membros (Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, México, Peru, Chile, Japão, Vietname, Malásia, Singapura e Brunei), mas falta ser ratificado pelos respetivos parlamentos para poder entrar em vigor. O TPP foi apresentado como um acordo que vai reduzir taxas, regulamentar o comércio, prevenir tráfico e defender o ambiente, podendo assim ser responsável por grandes mudanças a nível geopolítico.