Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Canal televisivo alemão acusado de propaganda anti-islâmica por usar imagem de Merkel com chador

  • 333

Estação ARD utilizou uma fotomontagem com a chanceler vestindo o traje feminino islâmico e as críticas choveram nas redes sociais. Há quem defenda a liberdade de expressão, mas muitos acusam o canal de manipulação e mau jornalismo

Liberdade de expressão ou propaganda anti-islâmica? O canal televisivo alemão ARD está debaixo de fogo, depois de ter feito uma fotomontagem e usado uma imagem da chanceler Angela Merkel com um chador (traje feminino islâmico). Durante um programa que debatia a crise migratória, o canal mostrou ainda uma imagem trabalhada do Parlamento alemão, decorado com as tradicionais torres das mesquitas.

As reações nas redes sociais não se fizeram esperar. Há quem defenda a opção da estação, considerando ser algo aceitável em nome da liberdade de expressão, mas muitos telespectadores indignados consideram a fotomontagem um abuso e um instrumento de “manipulação”. No Facebook há mesmo um comentário, citado pela “BBC News”, que é taxativo: “Isto não é jornalismo construtivo”.

Em sua defesa, a ARD diz que a imagem usada no programa “Report from Berlin” é uma “sátira”, pensada para “captar a atenção do público”.

“Congratulamo-nos com as críticas à imagem que foi usada no nosso programa de terça-feira e lamentamos que alguns discordem da nossa interpretação ou que não a tenham compreendido”, assinala a direção do canal numa declaração publicada na conta oficial da estação no Facebook.

A polémica acontece num altura em que o tema é particularmente sensível na Alemanha, com a anunciada chegada ao país de 800 mil refugiados e migrantes, um número que até ao final do ano pode mesmo estar mais próximo do milhão e meio de pessoas, caso se confirme os totais considerados pelas autoridades, segundo algumas notícias publicadas.

  • Refugiados. Alemanha endurece regras de asilo

    A Alemanha defende a limitação dos que pedem asilo no país, desincentivando os que chegam de países considerados seguros. O Japão dá dinheiro para ajudar vítimas dos conflitos no Médio Oriente, mas não quer para já acolher refugiados