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Cameron acusa novo líder da oposição de “simpatizar com o terrorismo”

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ANDY RAIN / REUTERS

Palavras duras do primeiro-ministro britânico para o líder da oposição. “Não podemos deixar esse homem [Jeremy Corbyn] impor ao país que amamos a sua ideologia de ameaça à segurança, de simpatia com o terrorismo e de ódio à Grã-Bretanha”, afirmou David Cameron no discurso de encerramento do congresso do Partido Conservador

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, acusou esta quarta-feira o novo líder da oposição, Jeremy Corbyn, de “simpatizar com o terrorismo”, ao discursar no encerramento do congresso do Partido Conservador, onde apresentou as prioridades do governo até 2020.

“Milhares de palavras foram escritas sobre o novo líder do 'Labour'. Mas, na verdade, apenas precisam de saber uma coisa: ele pensa que a morte de Osama bin Laden foi uma tragédia”, disse Cameron ao congresso reunido em Manchester (norte de Inglaterra).

“Não podemos deixar esse homem impor ao país que amamos a sua ideologia de ameaça à segurança, de simpatia com o terrorismo e de ódio à Grã-Bretanha”, disse, suscitando fortes aplausos dos delegados.

Cameron referia-se a declarações de Corbyn num debate televisivo em 2011, em que o trabalhista usou a palavra “tragédia” para criticar a morte de Bin Laden às mãos de um comando das forças especiais norte-americanas sem que tenha sido julgado.

“Não houve nenhuma tentativa para o prender, para o julgar (...) Isto foi uma tentativa de assassínio e mais uma tragédia”, disse na altura o atual líder trabalhista.

O primeiro-ministro britânico acusou também Corbyn de ter “abandonado completamente” qualquer ambição para o país e prometeu que os conservadores são “o partido dos trabalhadores”.

Reeleito em maio passado, Cameron assegurou por outro lado que não tenciona disputar um terceiro mandato em 2020 e definiu como prioridade para os próximos cinco anos fazer do Reino Unido um país “mais forte”, combatendo a pobreza, o extremismo e a discriminação, mas mantendo a política de austeridade e de redução do défice.

Precisou, noutro passo, que a luta contra o extremismo vai passar por medidas firmes contra escolas que promovam a radicalização religiosa: “Que não haja dúvidas, se ensinarem intolerância vamos fechá-las”.

Cameron prometeu por outro lado “lutar arduamente” pela reforma da União Europeia a tempo do referendo que prometeu fazer, acrescentando que não tem “qualquer apego romântico à União Europeia”, interessando-lhe antes “a prosperidade do Reino Unido e a sua influência”.

“Todos sabemos o que está errado com a UE. Tornou-se demasiado grande, demasiado autoritária, demasiado intrometida. Mas também sabemos o que está certo. É o maior mercado único do mundo”, disse.

O Reino Unido vai fazer um referendo sobre se o país fica ou sai da UE até ao fim de 2017 e Cameron prometeu que fará campanha pela permanência, mas só se conseguir reformas que vão ao encontro dos interesses britânicos.