Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Primeiro-ministro do Iémen escapa por pouco a atentado mortal

  • 333

FOTO KHALED ABDULLAH/REUTERS

Um número indeterminado de pessoas morreram e outras ficaram feridas esta terça-feira na sequência de um ataque a um hotel onde se encontrava o primeiro-ministro e outros membros do Governo do Iémen

A violência não para de aumentar no Iémen. Esta terça-feira, três explosões ocorreram na cidade de Aden, uma delas teve como alvo um hotel onde se encontrava hospedado o primeiro-ministro. Khaled Bahah escapou por pouco, mas o ataque causou um número indeterminado de mortos e feridos, segundo as autoridades locais.

“O primeiro-ministro encontra-se bem e não foi ferido. Mas há várias vítimas a lamentar”, declarou Nayef al-Bakri, ministro da Juventude e do Desporto do Iémen. Apesar do ataque ainda não ter sido reivindicado, o governante disse que terá sido levado a cabo por bombistas suicidas.

Testemunhas relataram à AP que viram grandes colunas de fumo a sair do hotel Al-Qasr, situado nos subúrbios de Aden, onde se encontrava além do chefe do Governo do Iémen, o vice-presidente e outros membros do Executivo. “Vários ministros estavam a dormir no hotel. Entretanto, todos foram transportados para um local secreto”, acrescentou o porta-voz do governo, Rajeh Badim citado pela Reuters.

MNE acusa os houthis

Entre os feridos encontram-se pelo menos dois elementos das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos, confirmou fonte oficial do Governo à Al-Jazeera. Entretanto, já foi aberta uma investigação para apurar as causas do ataque.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Iémen acusa os houthis e as forças leais ao Presidente deposto Ali Abdullah Saleh - que se opõem às forças leais do Presidente Abed Rabbo Mansour Hadi - de serem os responsáveis pelo ataque.

“O que aconteceu hoje é a derradeira prova que os houthis e os seus alidos querem destruir o Iémen. Este ataque reforça a necessidade de atacar as forças da rebelião. Continuaremos nessa missão até à vitória”, afirmou Anwar Gargash.

Mais de 4500 mortos

O Executivo do Iémen exige que os houthis - que assumiram o controlo de várias cidades do país, incluindo a capital Sanaa entre o final de 2014 e o início deste ano - reconheçam a sua autoridade para governar.

Mais de 4500 pessoas morreram vítimas de violência no Iémen, desde que a coligação liderada pela Arábia Saúdita iniciou a campanha militar contra os rebeldes no passado dia 26 de março.