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NATO desmente argumento de Moscovo sobre violação do espaço aéreo turco

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FOTo LAURENT DUBRULE/REUTERS

Secretário-geral da Aliança Atlântica considera “inaceitável” a entrada de um avião russo no espaço aéreo turco. E diz que Moscovo está a enviar mais tropas para o terreno e a reforçar a sua presença naval na Síria

A NATO recusou esta terça-feira o argumento apresentado pela Rússia, que disse que a entrada, no último sábado, de um dos seus aviões no espaço aéreo turco - junto à fronteira com a Síria - ficou a dever-se a um lapso, devido ao mau tempo. Na visão da Aliança Atlântica, a atuação da força aérea às ordens de Moscovo revela-se “extremamente perigosa” e “inaceitável.”

“Não vou especular os motivos, mas não parece ter sido um acidente a violação do espaço aéreo turco por parte da Rússia. As incursões junto à fronteira com a Síria duraram muito tempo”, afirmou Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, citado pela Reuters.

Segundo o responsável pela organização de defesa, prova disso é o facto de o governo russo estar a enviar mais tropas para o terreno, assim como reforçar a sua presença naval junto à Síria. “Posso confirmar que temos assistido a um aumento do número de elementos das forças russas na Síria: força aérea mas também tropas no terreno, que atuam em ligação com a sua base aérea no local, e também mais presença a nível naval”, acrescentou Stoltenberg.

Moscovo garante que situação durou instantes

O embaixador turco na Rússia já apresentou um protesto formal ao ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, e o Presidente turco defendeu que um ataque na Turquia significa “um ataque na NATO” e que os ataques russos na Síria são inaceitáveis.

O ministro da Defesa russo assegurou que a violação do espaço aéreo turco verificou-se por segundos e ocorreu devido a um erro por parte de um aparelho russo, na sequência das más condições climatéricas.

Se Moscovo continua a garantir que os bombardeamentos aéreos na Síria visam destruir o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), o Ocidente receia que os mesmos tenham como alvo rebeldes que não apoiam o Presidente sírio Bashar al-Assad, um aliado da Rússia

Desde março de 2011, mais de 250 mil pessoas morreram devido ao conflito na Síria.