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Internacional

Israel destrói casas de palestinianos responsáveis por ataques a israelitas

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A tensão cresce em Jerusalém à medida que Netanyahu endurece as medidas contra os palestinianos

ALAA BADARNEH

A medida tinha sido anunciada este domingo, após os ataques que vitimaram um casal israelita e feriram uma criança

As forças de segurança israelitas começaram esta segunda-feira a cumprir as promessas do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu: as casas de dois palestinianos que estiveram envolvidos em ataques a israelitas já foram demolidas e a entrada de uma terceira habitação foi bloqueada. Netanyahu tinha prometido este domingo “lutar até à morte” contra o que classificou como “terror palestiniano”.

Uma das casas destruídas pertencia a Abu Jamal, que foi responsável pela morte de quatro rabinos e um polícia num ataque a uma sinagoga de Jerusalém, em 2014. Jamal acabou por ser morto pelas autoridades. Na outra habitação demolida morava Mohammed Jabbis, que abalroou uma escavadora contra um autocarro em agosto deste ano, matando um israelita e ferindo vários outros. Também Jabbis acabou por ser abatido pela polícia no próprio local.

A medida foi tomada após Netanyahu ter anunciado que a Palestina seria alvo de uma “ofensiva dura”. Para além de ter impedido a entrada de palestinianos na Cidade Velha de Jerusalém, o primeiro-ministro israelita decidiu também aumentar o número de detenções sem direito a julgamento prévio e a reforçar as forças israelitas em Jerusalém. Outra das restrições que Netanyahu impõe diz respeito à entrada de “quem incentiva” a desordem na mesquita de Al-Aqsa (ou, no caso do nome judeu, Monte do Templo).

As novas medidas do primeiro-ministro foram tomadas depois de um ataque palestiniano que vitimou um casal israelita e feriu uma criança. Netanyahu chegava de Nova Iorque, onde tinha estado presente para a Assembleia-Geral das Nações Unidas, quando fez o anúncio. As declarações do governante responderam aos protestos das centenas de manifestantes de extrema-direita, que se queixaram este domingo da sua ineficácia no que toca à gestão do conflito entre árabes e israelitas. Netanyahu tem sido alvo de críticas dentro do seu próprio Executivo, com os seus ministros da Educação e da Justiça a acusarem-no de se aproveitar da crise para os seus obejtivos políticos.