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Primeiro-ministro israelita promete luta “até à morte” contra “terror palestiniano”

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MUSSA ISSA QAWASMA

Benjamin Netanyahu já começou a tomar medidas duras, na sequência de um ataque que matou dois israelitas e feriu um adolescente

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou este domingo que Israel vai “promover uma luta até à morte contra o terror palestiniano”. Depois da morte de dois israelitas em Jerusalém, este sábado, o governante ordenou novas e severas medidas contra a Palestina, prometendo uma “ofensiva dura”.

Numa reunião para a qual convocou os ministros da Defesa e da Segurança Interna e outros dirigentes de topo, o primeiro-ministro israelita disse já ter dado ordens para “prevenir o terror e punir os atacantes”. O anúncio deu-se após Netanyahu ter voltado da Assembleia-Geral das Nações Unidas, que decorreu em Nova Iorque.

Das medidas já conhecidas, sabe-se que Betanyahu prometeu “acelerar a demolição das casas dos terroristas” e aumentar o número de detenções sem julgamento prévio. Para mais, as forças israelitas em Jerusalém vão ser reforçadas, assim como as ordens de restrição que não permitem a “quem incentiva” a desordem - sem qualquer distinção mais específica - chegar à mesquita de Al-Aqsa (à qual o governante se referiu pelo nome judeu, Monte do Templo).

As novas medidas do Executivo de Netanyahu surgem na sequência do ataque de um palestiniano que este sábado matou um casal de israelitas e feriu uma criança. Ao ataque seguiu-se ainda novo confronto, já durante a manhã de domingo, que resultou no ferimento de um adolescente israelita. A reação das autoridades foi radical: a polícia de Israel começou imediatamente a impedir os palestinianos de entrar na Cidade Velha de Jerusalém. Centenas de israelitas reuniram-se durante este domingo em Jerusalém para enterrar as vítimas dos confrontos.