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Estado Islâmico destruiu Arco do Triunfo de Palmira

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Gustau Nacarino / Reuters

Depois de dois templos, seguiu-se no domingo a destruição do arco que era considerado como o “ícone de Palmira”. As ruínas históricas tinham cerca de dois mil anos. O autodenominado Estado Islâmico (Daesh) parece estar a levar a cabo um plano para dizimar a cidade histórica síria

“Recebemos notícias de que o Arco do Triunfo foi destruído ontem [domingo]. O Daesh armadilhou-o há várias semanas”, afirmou à agência France Presse o responsável pelas ruínas arqueológicas da Síria, Maamun Abdulkarim, referindo que a ação se insere num plano do grupo extremista para a destruição da totalidade da cidade histórica.

Com cerca de dois mil anos, o Arco do Triunfo encontrava-se situado na entrada da histórica rua com colunas das antigas ruínas e era o "ícone de Palmira", realçou Abdulkarim, alertando que os jiadistas do autodenominado Estado Islâmico já colocaram explosivos noutros monumentos.

"Isto é uma destruição sistemática da cidade. Eles querem arrasá-la completamente", disse. "Querem destruir o anfiteatro, a colunata. Neste momento, receamos por toda a cidade", acrescentou, apelando à comunidade internacional que "encontre uma forma de salvar Palmira".

Após em maio terem tomado a cidade - cujas ruínas históricas estão classificados pela UNESCO como património da humanidade - o Daesh já destruíra o tempo de Baal Shamin e o templo de Bel, também com cerca de dois mil anos. Conhecida como a “Pérola do Deserto”, antes da guerra Palmira era visitada anualmente por cerca de 150 mil turistas.

Especialistas advertem que para além de estarem a levar a cabo a destruição das ruínas pré-islâmicas, o Daesh tem também estado a vender artefactos históricos no mercado negro como forma de aumentar o seu financiamento.