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Obama promete “investigação completa” ao ataque aéreo a hospital afegão

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Reuters

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos diz que o ataque ao hospital em Kunduz pode ser considerado um “crime de guerra”. Presidente norte-americano já garantiu uma investigação profunda ao sucedido

Barack Obama lamentou no sábado as vítimas de um ataque ao hospital dos Médicos Sem Fronteiras em Kunduz, no Afeganistão, e prometeu uma “investigação completa” ao incidente.

“Em nome do povo norte-americano, apresento as minhas mais profundas condolências ao pessoal médico e aos outros civis mortos e feridos no trágico incidente do hospital dos Médicos Sem Fronteiras em Kunduz. O Departamento da Defesa lançou uma investigação completa e esperamos os resultados do inquérito antes de fazermos uma avaliação definitiva sobre as circunstâncias desta tragédia” , declarou o Presidente norte-americano.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ra'ad Zeid Al Hussein, afirmou por sua vez que o bombardeamanto do hospital da organização humanitária pode ser considerado um “crime de guerra”, apelando também a uma investigação transparente sobre o sucedido.

No sábado, um ataque áereo ao hospital dos Médicos Sem Fronteiras em Kunduz, no norte do Afeganistão, causou 19 mortos: 12 membros da equipa médica e sete doentes - incluindo três crianças - além de 37 feridos.

“Este ataque constitui uma grave violação do direito internacional humanitário”, disse a organização em comunicado.

O Ministério da Defesa afegão alegou que as forças locais - que são apoiadas pela coligação internacional - tinham a informação de que alguns terroristas armados se encontravam no edifício do hospital numa posição para atingir as forças afegãs e civis. No entanto, os Médicos Sem Fronteiras já desmentiram essa tese.

O bombardeamento ao hospital em Kunduz surge depois dos talibãs terem assumido o controlo da cidade de Kunduz, no passado dia 28 de setembro, naquela que foi a sua maior conquista militar desde que perderam o poder, em 2001.