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Idiota, parvo, estúpido, chanfrado, bufão e palhaço: algumas das palavras mais associadas a Trump

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São resultados de uma sondagem realizada pela Universidade de Suffolk para o diário USA Today. O empresário mantém-se favorito

Luís M. Faria

Jornalista

Donald Trump continua à frente nas primárias para a escolha do candidato do Partido Republicano às eleições presidenciais americanas. Assim revela uma sondagem publicada no jornal USA Today.

Com 23 por cento das preferências entre os potenciais eleitores, o empresário mantém-se a larga distância dos seus dois rivais mais próximos, o neurocirurgião Ben Carson e a ex-presidente da empresa de computadores Hewlett-Packard, Carly Fiorina.

Esta última deu um grande salto em poucos meses, saltando de alguns escassos pontos para 13 por cento, a par com Carson. Já o homem que ainda há meses se presumia ser o favorito, o ex-governador da Flórida, Jeb Bush, desceu drasticamente para 8 por cento.

O sucesso de Fiorina tem a ver, em parte, com o facto de ser a única mulher – o que pode ser conveniente no caso de o candidato democrata vir a ser Hillary Clinton –, mas também com a sua boa performance nos debates que já houve, e ainda com a adoção de posições radicais, nomeadamente em matéria de aborto, que agradam à base republicana mais conservadora.

No mesmo estudo, perguntou-se às pessoas que associassem palavras a candidatos. No caso de Trump, algumas das mais frequentes eram idiota, parvo, estúpido, burro, arrogante, maluco, chanfrado, bufão, palhaço, cómico e anedota.

Nada que seja suscetível de abalar um candidato capaz de fazer alusões à menstruação para responder a uma jornalista, ou de se referir aos emigrantes mexicanos por grosso como criminosos (também há entre eles algumas pessoas decentes, ressalvou), utilizando adjetivos infantis para descrever praticamente tudo (falhado, fenomenal, idiota, etc).

Como têm observado numerosos comentadores, é a lógica televisiva, sempre à vista e sempre rentável.