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Eurodeputada francesa diz que o seu país é “de raça branca”. Sarkozy quer excluí-la das listas eleitorais

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VASILY MAXIMOV

Nadine Morano era considerada uma das principais aliadas do antigo presidente, que deve estar a preparar uma nova candidatura ao cargo supremo da nação

Luís M. Faria

Jornalista

“Somos um país judaico-cristão… de raça branca, que recebe estrangeiros”. Com estas palavras, ditas sábado passado numa entrevista televisiva, a eurodeputada francesa Nadine Morano poderá ter selado o seu destino político.

O ex-presidente da República, Nicolas Sarzoky, atualmente à frente do partido Os Republicanos (antiga UMP), ao qual Morano pertence, reagiu pedindo à liderança que a exclua das listas para as próximas eleições regionais no leste de França.

“Não disse nada de errado”, defende-se Morano. “De facto, acho que não fiz nada de mal”. Um ponto de vista no qual é apoiada por Jean-Marie Le Pen, o fundador da Frente Nacional, recentemente expulso pela sua própria filha, que lhe sucedeu no cargo de presidente.

Le Pen disse que Morano se limitou a dizer o óbvio quando descreveu a França como um país de raça branca. Mas as declarações prejudicaram a campanha dos Republicanos, e Sarkozy garante que não aceita “deslizes”.

Nem mesmo os de uma política que era tida como uma das suas maiores aliadas, ao ponto de lhe chamarem o “super-sniper” de Sarkozy. E que já anteriormente era "habituée" em afirmações desse tipo...