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Internacional

Ataque dos EUA no Afeganistão. Sobe para 16 o número de mortos

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Hospital dos Médicos Sem Fronteiras em Kunduz, destruído por um bombardeamento americano na madrugada de 3 de outubro

EPA

Comissão Europeia já condenou o ataque aéreo que ocorreu na madrugada deste sábado. Morreram, pelo menos, 16 pessoas, entre as quais três crianças e nove elementos dos Médicos Sem Fronteiras. Há doentes e funcionários que continuam desaparecidos

"Estou profundamente consternado com a morte de pelo menos nove membros do pessoal da MSF no bombardeamento do hospital gerido pela organização na cidade afegã de Kunduz", diz em comunicado citado pela Lusa, o comissário europeu para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides, antes mesmo de o número total de mortos confirmados subir para 16.

O ataque provocou ainda sete mortos entre os doentes - três são crianças - e 37 feridos, 19 dos quais pertencem à mesma organizção humanitária.

A MSF admite que o número de vítimas possa aumentar, porque, de momento, há muitos doentes e funcionários da organização que se encontram desaparecidos.

“As crianças, as mulheres e os homens afegãos sofrem as consequências humanitárias devastadoras de mais de três décadas de guerra. A MSF e outras organizações humanitárias realizam trabalhos de salvamento essenciais no Afeganistão, em condições muito difíceis”, diz o Comissário Europeu citado pela Lusa.

Bruxelas defende proteção das unidades de saúde

A Comissão Europeia condena o ataque contra este hospital dos Médicos Sem Fronteiras. O ataque ocorreu durante um bombardeamento dos EUA na zona de Kunduz, no Afeganistão.

Stylianides apela a “todas as partes” que assegurem a proteção das instalações de saúde e humanitárias.

O ataque já foi confirmado pelo Governo afegão. Cabul também responsabiliza os talibãs, e denuncia que “elementos do grupo insurgente se esconderam no hospital durante confrontos com as tropas afegãs”, escreve a Lusa.

O porta-voz das forças norte-americanas no Afeganistão admitiu que um bombardeamento dos Estados Unidos em Kunduz pode “ter produzido danos colaterais a uma instalação médica próxima” e que foi aberta uma investigação.

Kunduz foi recuperada aos talibãs na quinta-feira

Os talibãs tomaram na segunda-feira Kunduz, cidade estratégica para as comunicações no norte do país, na que foi considerada a mais importante vitória dos insurgentes desde que foram afastados do poder em 2001.

As tropas afegãs anunciaram a recuperação do controlo da cidade na quinta-feira, depois de um contra-ataque apoiado por forças norte-americanas, mas os confrontos continuam, com os dois lados a controlarem diferentes bairros de Kunduz.

(notícia atualizada às 17h05)