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Obama acusa Rússia de fortalecer o Estado Islâmico

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JIM LO SCALZO / EPA

“Uma receita para o desastre”, é o modo como o presidente norte-americano qualifica os ataques aéreos que a Rússia está há três dias a efetuar na Síria

O presidente norte-americano, Barack Obama, acusou esta sexta-feira a Rússia de estar há três dias a levar a cabo bombardeamentos na Síria em apoio ao presidente Bashar al-Assad que terão resultados desastrosos.

“Na perspetiva deles [russos], eles [rebeldes que estão a combater o regime sírio] são todos terroristas e isso é uma receita para o desastre”, afirmou Obama em conferência de imprensa. O presidente dos EUA considera que os ataques aéreos contra a oposição síria moderada são contraproducentes e fortalecem o autodenominado Estado Islâmico (Daesh).

“Nós não vamos cooperar com a campanha da Rússia para destruir qualquer pessoa que esteja indignada e farta de Assad. (…) O problema aqui é Assad e a brutalidade que ele infligiu ao povo sírio e isso tem de parar”, afirmou Obama.

O presidente norte-americano considera que “ao apoiar um regime que é rejeitado pela esmagadora maioria da população síria”, a Rússia não está a fazer algo de particularmente diferente do que fez no passado - esse tipo de atuação tem é agora mais destaque.

Ao mesmo tempo, advertiu que o apoio da Rússia e do Irão (outro país a favor de Assad) ao regime sírio, contra a vontade da população do país, apenas conduzirá a situação para um "pântano".