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Tragédia em Meca: Irão diz que perdeu mais do dobro das pessoas que o anunciado pelos sauditas

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AMEL PAIN/EPA

Autoridades iranianas dizem já não ter esperança em encontrar com vida os cidadãos do seu país que foram dados como desaparecidos, em sequência do trágico incidente ocorrido na semana passada na peregrinação Hajj

As autoridades do Irão dizem que 464 peregrinos iranianos morreram na tragédia ocorrida na semana passada em Mina, perto de Meca, quase o dobro do número anteriormente apresentado - 239.

As entidades oficiais da Arábia Saudita avançaram que morreram 769 pessoas de diversas nacionalidades e que 935 ficaram feridas na debandada ocorrida durante a peregrinação islâmica Hajj. Mas o Irão - que anunciou esta quinta-feira o novo número de cidadão que perdeu na tragédia, indicando já não ter esperança de encontrar vivos mais iranianos dados como desaparecidos – refere que o número total de vítimas deverá ultrapassar o milhar. Paquistão, Índia e Indonésia também já tinham dito que o número total de vítimas deverá ser superior ao apresentado pela Arábia Saudita.

A debandada ocorreu quando dois grandes grupos de peregrinos que participavam no ritual de “Apedrejamento do Demónio” confluíram para o mesmo caminho. O ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Adel al-Jubeir, está a ser acusado de fazer uma gestão política do acidente.

O líder supremo iraniano Ayatollah Ali Khamenei exige que a Arábia Saudita peça desculpas pelo sucedido e promete retaliar caso o país não tome as medidas adequadas para o repatriamento imediato dos corpos das vítimas iranianas.

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