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Internacional

Tailândia. Revolta contra censura na internet

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Manifestação em Banguecoque do Movimento Nova Democracia contra a política seguida pela Junta Militar.

NARONG SANGNAK/EPA

Internautas atacam sites do governo em protesto contra a a criação pela junta militar de uma “Grande Muralha” informática

Páginas oficiais do Governo tailandês estiveram fora de serviço desde quarta-feira e só voltaram a funcionar na manhã de hoje. O ataque cibernético foi confirmado por um porta-voz do Governo e atingiu sítios governamentais como os dos ministérios da Defesa, da Informação e Tecnologia e mesmo a página oficial do primeiro-ministro e a da Força Aérea, entre outros.

O ataque por negação de serviço, na gíria informática, foi motivado pelas intenções da junta militar de criar um único acesso à internet como forma de criar uma gigantesca “firewall” ao estilo chinês. Este tipo de ataque consiste em, basicamente, criar um afluxo tal de utilizadores que consuma todos os recursos do sítio atacado, que assim fica fora de serviço. A mobilização do protesto foi feita nas redes sociais.

Controlar o ciberespaço

A junta militar que tomou o poder em 2014 pretende criar uma uma “Grande Muralha” informática, como forma de controlar os conteúdos acedidos pelos internautas. Na prática, os militares querem reforçar meios de controlo do ciberespaço.

Alguns meios de comunicação social tailandeses revelaram, na semana passada, um despacho do chefe da Junta Militar, general Prayut Chan-Ocha, datado de junto, para a criação de um acesso único à internet. Um meio que “sirva como ferramenta para controlar o acesso a todas as páginas web inapropriadas e também o acesso a meios de informação do estrangeiro.

O modelo pretendido pela Junta Militar é semelhante à “firewall” que existe na China, onde é vedado o acesso a muitas páginas consideradas contrárias à ideologia do regime. Redes sociais como o Facebook, Twittwer ou Instagram, ou vários acessos Google, estão entre os mais de 3 mil sítios bloqueados pelas autoridades chinesas.