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Forçãs afegãs recuperam Kunduz, mas os confrontos continuam

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JAWED KARGAR

O Governo afegão anunciou que Kunduz foi recuperada na sequência da operação desta quarta-feira. Habitantes afirmam que conflito continua em várias partes da cidade

As tropas afegãs conseguiram esta quinta-feira recuperar algumas partes centrais da cidade de Kunduz, mas os confrontos entre o exército e os talibãs continuam. Kunduz tinha sido tomada pelos rebeldes durante esta segunda-feira, naquela que foi a maior ofensiva do grupo desde 2001.

As tropas especiais afegãs, com a colaboração das forças militares dos Estados Unidos e das forças especiais da Aliança Atlântica (NATO), iniciaram uma operação pelas nove horas da noite desta quarta-feira, com o objetivo de recuperar o território tomado pelos talibãs. "Pelas 3h30, as forças especiais conseguiram recuperar a cidade e expulsar os terroristas. (…) Há centenas de corpos de talibãs na cidade, neste momento", anunciou o porta-voz do Ministério do Interior afegão, Sediq Sediqqi. O Governo declarou, entretanto, que "cerca de 150 rebeldes foram mortos" durante a ofensiva.

Apesar das informações transmitidas pelo Executivo, os habitantes da cidade afirmam que houve diversos bombardeamentos e ataques aéreos durante a noite e que os confrontos continuam em várias áreas centrais de Kunduz, entre elas a que rodeia a sede da polícia. Os talibãs controlavam desde segunda-feira a sede da polícia, uma prisão - de onde libertaram cerca de meio milhar de prisioneiros -, entre outros edifícios públicos.

Os talibãs encontram-se neste momento fora da cidade, mas o seu paradeiro não é conhecido. Especula-se que parte dos rebeldes tenha fugido antes do ataque das forças afegãs para se instalar no distrito de Chardara.

Os avanços em Kunduz ocorrem um ano depois da chegada ao poder do Presidente Ashraf Ghani. O Executivo continua a ter dificuldades em controlar os levantamentos no território afegão, pelo que tem vindo a pedir há meses reforços da parte do Governo central. Os talibãs foram expulsos do poder em 2001 e o avanço sobre Kunduz é a sua maior conquista desde então.