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Expresso

Internacional

Rússia autoriza envio de militares para a Síria

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Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante uma reunião do Conselho de Segurança russo

REUTERS

Luz verde foi dada esta quarta-feira no Parlamento russo. A oposição já expressou dúvidas sobre a constitucionalidade da decisão

O Parlamento russo autorizou esta quarta-feira o envio de tropas para a Síria, em resposta a um pedido do Presidente Vladimir Putin durante o encontro bilateral que manteve com Barack Obama na Assembleia Geral da ONU. No entanto, apenas as forças aéreas serão envolvidas, segundo informou o chefe de gabinete da Rússia, Sergei Ivanov.

O Parlamento aprovou a medida proposta pelo Presidente à porta fechada, com um resultado de 162 votos a favor. A oposição reagiu através da conta Twitter do seu líder, Alexei Navalny, que declarou que “a descisão à porta fechada de enviar tropas russas parece inconstitucional”.

A Rússia tem vindo a reforçar a sua presença na Síria há várias semanas, a pedido do regime de Bashar al-Assad. Ivanov recusa, no entanto, que existam “objetivos de política externa ou outras ambições” de que estão a ser acusados pelos “parceiros ocidentais”. Assad tem em Putin um dos seus últimos aliados europeus e pode agora contar com mais tropas para combater os avanços do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) na Síria.

O Kremlin avisou que o envio de tropas ocorrerá “mediante prinícipios e normas reconhecidos universalmente pela legislação internacional” e motivado pelo “interesse nacional russo”.

Segundo o Governo russo, Putin organizou esta terça-feira uma reunião do Conselho de Segurança russo na sua própria residência, com o objetivo de discutir as ameaças terroristas e extremistas que o país enfrenta.

O último envio de tropas russas para o exterior foi autorizado em março de 2014, com o objetivo de anexar a região da Crimeia, que fazia parte do território ucraniano.