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Rússia acusada de matar civis nos primeiros ataques aéreos que efetuou na Síria

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GETTY

Ativistas, grupos rebeldes e responsáveis norte-americanos dizem que os ataques aéreos que a Rússia começou a efetuar esta quarta-feira na Síria não estão a ser direcionados contra o autodenominado Estado Islâmico

Os bombardeamentos que a Rússia começou a efetuar esta quarta-feira na Síria terão causado mortos entre os civis. Um grupo de ativistas locais na cidade de Talbiseh, na província de Homs, indicou que 16 civis foram mortos, entre os quais duas crianças.

“A Força Aérea russa está a matar civis e a atingir as instalações centrais do Exército da Síria Livre nas áreas da Síria libertadas”, escreveu por seu turno no Twitter um membro da Jaysh al-Islam, milícia síria que luta contra o regime de Bashar al-Assad. Outro ativista indicou no Facebook que os bombardeamentos em Talbiseh, Zaafarana e Rastan causaram 28 mortos. Estas informações não foram confirmadas por outras fontes.

Por outro lado, a intervenção russa está a ter como alvo outros forças opositoras ao regime de Bashar al-Assad que não o autodenominado Estado Islâmico (Daesh), segundo denunciam ativistas e rebeldes sírios. A Rússia declarara que a sua intervenção se destina a combater o Daesh, mas essa versão foi também desmentida por um responsável norte-americano que, falando sob anonimato, indicou à agência Reuters que até agora os bombardeamentos russos não parecem estar a atingir o território dos jiadistas. O alto responsável norte-americano especificou que na zona ocidental da Síria, para lá de Homs, para onde foram direcionados os ataques aéreos russos, não se encontram as forças do Daesh.

Um vídeo divulgado pelo Tajamu Alezzaj, grupo rebelde sírio apoiado pelos Estados Unidos, mostra os jatos russos a bombardearem um edifício que supostamente pertence ao grupo na cidade de Latamma, no centro da província Hama.