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Refugiados. Alemanha endurece regras de asilo

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O Governo alemão impõe restrições às políticas de asilo

JUSTIN LANE/EPA

A Alemanha defende a limitação dos que pedem asilo no país, desincentivando os que chegam de países considerados seguros. O Japão dá dinheiro para ajudar vítimas dos conflitos no Médio Oriente, mas não quer para já acolher refugiados

A Alemanha quer incluir Albânia, Kosovo e Montenegro na lista dos “países seguros” para controlar a chegada de refugiados ao país.

As novas regras de asilo têm por objetivo reduzir o número de pedidos de asilo provenientes dos Balcãs, para assim evitar a sobrelotação dos centros de acolhimento.

“É uma forma de dizer aos que quiserem vir destes países que não se ponham a caminho, porque terão de regressar a casa”, afirmou o ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière.

Com este novo pacote de medidas, o Governo germânico também pretende acelerar os processos administrativos relacionados com a chegada de refugiados e substituir, sempre que possível, o dinheiro entregue aos que chegam pelos bens de primeira necessidade que requisitarem.

Mas as novas medidas governamentais não agradam a todos. Vários líderes conservadores pediram que fosse aberta uma exceção para que o recém-instaurado salário mínimo não seja atribuído aos refugiados, uma proposta que foi recusada esta terça-feira pela chanceler Angela Merkel.

Aos que argumentavam que a não atribuição do subsídio seria uma forma de facilitar a entrada dos requerentes de asilo no mercado de trabalho, Sigmar Gabriel, vice-chanceler e líder dos sociais democratas, respondeu: “seria uma medida explosiva”. “Quem faz este tipo de propostas serve-se dos pobres na Alemanha colocando-os contra os pobres da Síria.”

Japão acolheu onze refugiados

Em rota de colisão com as políticas de acolhimento de refugiados, o Japão anunciou perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, que a prioridade é melhorar o nível de vida dos seus cidadãos.

“Antes de aceitar migrantes ou refugiados, precisamos de iniciativas junto das mulheres e dos idosos, bem como de aumentar a nossa taxa de natalidade. Temos muito por fazer antes de começarmos a aceitar imigrantes”, afirmou o primeiro-ministro, Shinzo Abe, ao mesmo tempo que anunciou a atribuição de 1,6 mil milhões de dólares (€1,4 mil milhões) para ajudar sírios e iraquianos apanhados pelos conflitos no Médio Oriente.

No último ano, o Japão recebeu um recorde de 5000 pedidos de asilo mas aceitou apenas onze.

  • Europa já recebeu mais de meio milhão de refugiados este ano

    De acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo organismo presidido por António Guterres, quase 515 mil refugiados e migrantes cruzaram o Mediterrâneo, tendo quase 400 mil ficado na Grécia e outros 129 mil em Itália. Pelo menos 3000 morreram durante a travessia