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Marrocos cancela inauguração de loja da Ikea em Casablanca

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JONATHAN NACKSTRAND/ GETTY IMAGES

A decisão, justificada pelas autoridades pela ausência de um certificado de conformidade, é vista como uma represália pelo facto de a Suécia apoiar a independência da República Árabe Saraui Democrática

Depois de 40 milhões de euros investidos, com a loja bem recheada, mais de 300 funcionários contratados e a data de inauguração marcada, a empresa sueca Ikea teve de cancelar a abertura do seu primeiro espaço comercial em Casablanca. Esta terça-feira seria o grande dia, mas as portas, afinal, não se abriram. Fontes da empresa dizem estar por cumprir alguns requisitos internos, exigidos pela direção na Suécia, mas há quem veja nesta reviravolta uma vingança de Marrocos.

“O projeto da Ikea não dispõe de certificado de conformidade e, por isso, a inauguração prevista para 29 de setembro foi anulada”, refere em comunicado o governo civil de Casablanca. Mas nas redes sociais a versão que circula é outra. A anulação da abertura será uma “represália” à Suécia por ter aprovado um projeto de lei para reconhecer a República Árabe Saraui Democrática, antiga colónia espanhola do Sara Ocidental, anexada por Marrocos em 1975.

Na segunda-feira, o presidente do Governo marroquino, Abdelilá Benkirán, convocou os nove partidos com assento parlamentar para falar desta decisão sueca. Depois dessa reunião, escreve o “El País”, o jornal “Le 360”, conhecido por ter boas fontes no Palácio Real, avançou com a notícia exclusiva sobre o cancelamento da inauguração da Ikea.