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Internacional

Histórico: bandeira da Palestina hasteada na ONU

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ANDREW KELLY/REUTERS

Presidente da Autoridade Palestiniana afirmou perante a assembleia geral das Nações Unidas que a Palestina merece o “total reconhecimento” como Estado

Antes da cerimónia do histórico hastear da bandeira da Palestina, que decorreu esta quarta-feira na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, apelou durante a sua intervenção na assembleia geral da organização que os países que ainda não os reconheceram enquanto Estado o venham a fazer.

"A Palestina, que é um Estado observador não-membro das Nações Unidas, merece ser reconhecido integralmente como um Estado", declarou Abbas, criticando a "política opressora" de Israel, que tem provocado "enormes sacrifícios" aos palestinianos.

A decisão da inclusão da bandeira da Palestina, assim como a do Vaticano, ao lado das dos restantes Estados-membros da ONU foi aprovada em assembleia geral a 10 de setembro.

A resolução contou com os votos a favor de 119 países, 45 abstenções e oito contra, entre os quais os da Austrália, Israel e Estados Unidos.

Abbas declarou que a recusa de Israel em cumprir antigos acordos e libertar prisioneiros palestinianos, assim como a construção de novos colonatos na Cisjordânia, está a deitar por terra as esperanças da Palestina de conseguir vir a ser um Estado independente.

O líder palestiniano disse que a paciência palestiniana “chegou ao fim”, descrevendo a atual situação como “insustentável”. “Nós não vamos recorrer à violência, nós vamos recorrer à paz e aos meios legais para implementar isso”, afirmou.