Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Cavaco apela à ONU para criar “pressão” sobre a Guiné-Bissau

  • 333

ANT\303\223NIO COTRIM

Durante a visita às Nações Unidas, o Presidente português apelou ao secretário-geral das Nações Unidas para organizar até ao final do ano uma reunião internacional para pressionar os políticos guineenses a resolverem os problemas do país

O Presidente da República revelou hoje que solicitou ao secretário-geral das Nações Unidas a organização até final do ano de uma reunião internacional para colocar "pressão" sobre os atores políticos da Guiné-Bissau para preservarem a estabilidade.

“Solicitei ao secretário-geral [das Nações Unidas] a organização até ao fim do ano de uma reunião do grupo de contacto internacional, para colocar pressão sobre os atores políticos guineenses no sentido de trabalharem em conjunto para resolver os problemas do país, para preservar a estabilidade política, para levarem por diante as reformas no domínio da segurança, da justiça e daquelas que são necessárias para o desenvolvimento económico do país”, afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva.

Cavaco Silva, que falava aos jornalistas portugueses em Nova Iorque, no fim de uma visita no âmbito da abertura da 70.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, revelou que o pedido foi feito durante o encontro que manteve com Ban Ki-Moon na segunda-feira.

Sublinhando a importância de não voltarem a ocorrer golpes de Estado como no passado, Cavaco Silva considerou fundamental “convencer Presidente da República, Governo e parlamento a trabalharem em conjunto para resolverem os problemas da Guiné-Bissau”. “Solicitei o empenho do secretário-geral para que a comunidade internacional não esqueça a Guiné-Bissau”, acrescentou.

Além disso, continuou, na reunião internacional, outro dos assuntos que deverá ser debatido é utilização dos recursos financeiros que foram colocados à disposição da Guiné-Bissau na conferência de doadores que se realizou em Bruxelas.

“Portugal a nível bilateral é um dos maiores doadores com 40 milhões de euros, enfatizou o Presidente da República.