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Autores do golpe militar no Burkina Faso depõem armas

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Soldados do Burkina Faso voltaram a controlar os quartéis em Ouagadougou

REUTERS

O governo interino de Burkina Faso anunciou esta quarta-feira que os protagonistas do golpe militar de há duas semanas cederam após a resposta do exército

Os soldados que protagonizaram um breve golpe militar no Burkina Faso, no dia 17 de setembro, abandonaram esta quarta-feira os seus quartéis. Após uma intervenção do exército e contra todas as expetativas, a rendição acabou por acontecer sem provocar vítimas mortais.

De acordo com o líder da revolta, o general Gilbert Dendiere, as forças do exército dispararam sobre os quartéis onde os golpistas estavam instalados, situados em Ouagadougou. Dendiere apontou como razão da sua rendição o receio de que o confronto provocasse “um banho de sangue”.

O exército decidiu atacar as instalações próximas do palácio presidencial onde os soldados rebeldes estavam instalados, depois de estes se terem recusado a cooperar num acordo de paz e a entregar as suas armas. O exército tinha avisado que esta seria a “última oportunidade” de rendição que ofereceria aos golpistas.

Segundo o chefe do Estado-Maior do Burkina Faso, o General Pingrenoma Zagre, de momento “a situação está calma”, uma vez que o assalto aos quartéis dos rebeldes “decorreu sem confrontos”.

O golpe militar foi planeado por soldados que se mantêm fiéis ao anterior Presidente, Blaise Compaoré, destituído num levantamento popular em outubro do ano passado. Compaoré tentara alterar a Constituição de forma a poder continuar na presidência do país, cargo que exercia há 27 anos.