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Ex-vice-presidente da FIFA banido para sempre do futebol

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Jack Warner foi investigado no âmbito dos processos de atribuição dos mundiais de Futebol de 2018 e 2022 à Rússia e ao Qatar

O ex-vice-presidente da FIFA, Jack Warner, foi banido de participar em quaisquer atividades relacionadas com o futebol durante o resto da sua vida, anunciou esta terça-feira o comité de ética da direção da instituição.

Atualmente com 72 anos, Warner foi um dos 14 responsáveis da FIFA indiciados nos Estados Unidos a 27 de maio por acusações de suborno, lavagem de dinheiro e redes de fraudes que envolveram pagamentos superiores a cerca de 134 milhões de euros.

O ex-dirigente, que também presidiu Confederação da Associação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas (CONCACAF), encontra-se na sua ilha sul americana de Trinidade e Tobago a lutar para não ser extraditado para os Estados Unidos.

O seu afastamento vitalício de atividades relacionadas com o futebol foi decidido no âmbito da investigação autónoma da FIFA, ocorrendo após os processos abertos pelos procuradores norte-americanos.

O comité de ética da FIFA indicou que Warner foi investigado no âmbito do processo de atribuição dos Mundiais de Futebol de 2018 e 2022, respetivamente, à Rússia e ao Qatar, decidido em dezembro de 2010 pelo comité executivo da organização. Warner, que integrava à data o comité executivo, foi considerado culpado de violar o código de ética da organização por diversas vezes.

“Elemento-chave em esquemas”

“Na sua sua posição como responsável do futebol, ele foi um elemento-chave em esquemas que envolveram a oferta, aceitação e receção de pagamentos ilegais não revelados, assim como esquemas de angariação de dinheiro”, refere a declaração do comité.

Cometeu “muitos e vários atos de má conduta de forma contínua e repetida enquanto foi responsável em diferentes posições de alto nível e de grande influência na FIFA e na CONCACAF”, acrescenta ainda o documento.

Warner demitira-se dos seus cargos em 2011, após ter sido colocado sob investigação pelo comité de ética devido a um escândalo que envolveu pagamentos para a compra de votos para a eleição do presidente da FIFA. A investigação foi contudo abandonada após Warner deixar de exercer funções nas instituições.

A decisão do seu afastamento vitalício é anunciada agora, uma semana depois do caso que envolve altos dirigentes da FIFA ter conhecido mais um desenvolvimento, com as autoridades suíças a declarem estarem também a investigar o ex-presidente Sepp Blatter por suspeita de má gestão e apropriação indevida de fundos.