Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Afeganistão. Força Aérea norte-americana bombardeia Kunduz

  • 333

Forças de segurança afegãs lançaram a partir do aeroporto de Kunduz a operação de reconquista da cidade aos talibãs

NAJIM RAHIM / EPA

Forças armadas afegãs procuram, com a ajuda dos norte-americanos, reconquistar cidade sob controlo dos talibãs

A Força Aérea norte-americana bombardeou esta terça-feira posições dos talibãs no norte do Afeganistão, apoiando as ações no terreno das forças de segurança afegãs que procuram recuperar Kunduz, capital da província com o mesmo nome.

De acordo com o porta-voz da força norte-americana ainda destacada no Afeganistão, coronel Brian Tribus, os ataques aéreos desta terça-feira tiveram como objetivo “eliminar ameaças para a força”. E mais não disse.

Os ataques acontecem um dia depois dos talibãs terem tomado de assalto esta cidade, a primeira a ser reconquistada pelos fundamentalistas islâmicos desde que os Estados Unidos invadiram o país em 2001, sinal evidente da debilidade dos afegãos. Desde que a maior dos militares norte-americanos retiraram do Afeganistão, no início do ano, as forças afegãs respondem pela segurança do país.

De acordo com fonte diplomática em Cabul contactada pelo “The Wall Street Journal”, "a reconquista de Kunduz vem dar razão àqueles que em Washington e nas capitais europeias defendem a manutenção das bases militares ainda operadas pela coligação internacional", como por exemplo a que os alemães controlam junto da cidade agora reconquistada pelos talibãs.

O Presidente afegão Ashraf Ghani disse esta manhã aos jornalistas que a situação em Kunduz estava “sob controlo”, enquanto o ministro de Defesa garantia que as “forças de segurança tinham cercado a cidade que em breve seria reconquistada”. No entanto, diversos residentes na cidade garantiam, esta terça-feira à tarde, que ainda permanecia nas mãos dos talibãs.

Impedidos de usar artilharia pesada em zonas residenciais, onde os guerrelheiros fundamentalistas já estão a usar os moradores como escudos humanos, a reconquista de Kunduz pelas forças afegãs prevê-se “muito complicada, sobretudo se pretenderem evitar um banho de sangue”, disse uma outra fonte diplomática ao “The Wall Street Journal”.