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Zuckerberg quer disponibilizar Facebook em campos de refugiados

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PETER DA SILVA / EPA

A ideia faz parte de uma campanha mais vasta que visa globalizar o acesso à Internet até 2020. Personalidades como Bill Gates ou Bono Vox apoiam o projeto

O CEO do Facebook anunciou este domingo que tem planos para levar a rede social até aos campos de refugiados. Falando no Fórum Privado das Nações Unidas, em Nova Iorque, Mark Zuckerberg declarou que a empresa que fundou vai trabalhar com António Guterres, Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, e que o seu objetivo principal é globalizar o acesso à Internet até 2020.

Zuckerberg justificou a decisão dizendo que o acesso ao Facebook vai “ajudar os refugiados a ter um acesso melhor a apoios da comunidade internacional e a manter as ligações às suas famílias”. Para mais, a novidade vai permitir que sejam enviados dados às Nações Unidas que ajudem a desenvolver as condições para quem procura asilo. O fundador do Facebook lembrou que os dados “podem ajudar a tomar decisões inteligentes se forem interpretados rapidamente e com segurança” e acrescentou que o Facebook quer ajudar a ONU a “tomar decisões que representem avanços”.

O fundador da rede social declarou ainda que acredita que o acesso global à Internet deve estar “no centro das estratégias de desenvolvimento global” quando o objetivo é erradicar a pobreza. Segundo Zuckerberg, pode chegar assim a oportunidade de “criar mais de 140 milhões de novos empregos, tirar 160 milhões de pessoas da pobreza e dar a mais de 600 milhões de crianças acesso a ferramentas de aprendizagem”. O CEO do Facebook defendeu que “ainda que um like ou um post não parem um tanque ou uma bala”, um “entendimento comum” é uma força poderosa.

Mas Zuckerberg não está sozinho nesta iniciativa, que visa dar acesso à Internet a perto de quatro milhões de pessoas um pouco por todo o mundo. Entre os nomes que apoiam a globalização da internet encontram-se, por exemplo, o vocalista dos U2 Bono Vox, a atriz Charlize Theron, Bill e Melinda Gates, a cantora Shakira ou o empresário britânico Richard Branson.