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Protestos voltam a Hong Kong com menos força

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ALEX HOFFORD / EPA

Um ano depois, os protestos contra o processo eleitoral local voltaram às ruas do centro de Hong Kong. Mas a multidão não impressionou

Os manifestantes voltaram esta segunda-feira ao centro de Hong Kong para comemorar o primeiro aniversário dos protestos pró-democracia. Há um ano, as tendas e os simbólicos guarda-chuva amarelos instalavam-se na “Lennon Wall”, perto das instalações do Governo, e faziam notícia em todo o mundo. Mas este ano a mobilização parece ter desiludido, uma vez que apenas cerca de 100 manifestantes voltaram à “Lennon Wall”.

Ao início da tarde desta segunda-feira, as reações não eram animadoras para os protestantes: as autoridades recusaram concessões ou reformas políticas e os líderes da revolta acabaram por rejeitar a hipótese de voltar às ruas. Munidos de tendas para se instalarem na maior artéria do distrito financeiro e de uma faixa em que se lia a frase “I Want Universal Suffrage” (Eu quero sufrágio universal), os protestantes justificaram o encontro com a necessidade de trazer novas ideias ao movimento.

Os protestos de 2014 celebrizaram-se após a polícia ter atingido a multidão que protestava com gás lacrimogéneo, o que não impediu os movimentos estudantis de continuar a protestar durante semanas. O movimento acabou por ficar batizado como Revolução dos Guarda-chuvas, por estes objetos terem sido utilizados como abrigo para sol, chuva ou os gases lançados pelas autoridades. Esta segunda-feira pelas 17:58 locais (9:58 em Portugal) foi feito um minuto de silêncio em homenagem aos protestantes que há um ano foram agredidos pela polícia.

O movimento começou há um ano, com pedidos de democratização do processo que elege os candidatos ao Governo da região de Hong Kong. O processo determinado por Pequim estabelece que um comité de nomeação aprove até três candidatos ao governo local antes de a votação ser levada à população. Para mais, o eleito tem ainda de ser formalmente nomeado pelo governo central. Os manifestantes pedem um processo de eleição mais direto e transparente.