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Pedradas e gás lacrimogéneo de volta à Esplanada das Mesquitas

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Polícias israelitas protegem-se com um escudo gigante das pedradas lançadas por jovens palestinianos, esta manhã, junto a uma das entradas da Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém

THOMAS COEX / AFP / Getty Images

Esta manhã, a celebração da festa judaica de Sukkot (Tabernáculo) reacendeu a tensão entre jovens palestinianos e a polícia israelita na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, terceiro lugar sagrado do Islão, após Meca e Medina, e local igualmente venerado pelos judeus

Novos confrontos entre a polícia israelita e jovens palestinianos foram registados na manhã desta segunda-feira na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, onde a celebração da festa judaica de Sukkot (Tabernáculo) decorre sob elevada tensão, conforme constatou uma jornalista da AFP.

Polícias foram destacados para a Esplanada das Mesquitas depois de terem utilizado gás lacrimogéneo para dispersar os fiéis e jovens manifestantes, que lançaram pedras contra os agentes antes de se barricarem no interior da mesquita Al-Aqsa, cercada pelas forças da ordem.

Segundo a polícia, manifestantes que passaram a noite no local lançaram 'cocktails molotov' em direção aos polícias, o que provocou um pequeno incêndio á entrada do edifício. Em comunicado, a polícia denuncia “uma exploração cínica de um local sagrado”.

Jerusalém, cuja parte oriental e palestiniana está ocupada e anexada por Israel, é há meses palco de violência entre israelitas e palestinianos.

A Esplanada das Mesquitas, que inclui a mesquita Al-Aqsa e a Cúpula da Rocha, é o terceiro lugar sagrado do Islão após Meca e Medina. É designada pelos muçulmanos como al-Haram al-Sharif (Nobre Santuário).

O lugar é igualmente venerado pelos judeus, como o Monte do Templo, sendo considerado o local mais sagrado do judaísmo.

Os palestinianos receiam que Israel esteja a tentar alterar as regras que regem o local. As autoridades israelitas desmentem qualquer intenção.

A Esplanada das Mesquitas rege-se por um “status quo” herdado do conflito de 1967: tanto judeus quanto muçulmanos podem visitar o lugar sagrado com vista para a Cidade Velha de Jerusalém, mas os judeus não têm o direito de rezar no local.

As Nações Unidas e os Estados Unidos já pediram moderação às duas fações, enquanto a Jordânia, que tem a custódia dos lugares sagrados muçulmanos em Jerusalém ao abrigo de um acordo de paz assinado com Israel em 1994, tem alertado que a situação é melindrosa.