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Expresso

Internacional

Alemanha quer integrar Conselho de Segurança da ONU

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Sean Gallup

Depois do Brasil, Índia e Japão, também a Alemanha quer entrar no Conselho de Segurança da ONU. Angela Merkel defende que o órgão deve ser alargado e repensado

A chanceler alemã, Angela Merkel, juntou hoje a voz da Alemanha às do Brasil, Índia e Japão para exigir a entrada no Conselho de Segurança das Nações Unidas, defendendo que o órgão deve ser alargado e repensado.

Citada pela France Presse, e à margem da Cimeira das Nações Unidas sobre Desenvolvimento, que decorre na sede da ONU em Nova Iorque, Estados Unidos, Merkel considerou que alargar o Conselho de Segurança permitirá aos membros permanentes gerir melhor as crises internacionais.

As palavras de Merkel surgem na sequência de um encontro que manteve em Nova Iorque com a presidente brasileira, Dilma Rousseff, e com os primeiros-ministros da Índia, Narenda Modi, e do Japão, Shinzo Abe, para discutir as candidaturas comuns. Atualmente, o Conselho de Segurança conta com apenas cinco Estados permanentes - Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido -, sendo secundado por mais dez não permanentes, que mudam regularmente.

A chanceler alemã argumentou que os quatros países, que se apoiam mutuamente, são "candidatos legítimos" à entrada de forma permanente no Conselho."É necessário mais do que nunca um Conselho de Segurança mais eficaz e representativo para regular as crises e os conflitos globais surgidos nos últimos anos", lê-se num comunicado conjunto dos quatro países.

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança dispõem do direito de veto e as divisões reinantes sobre conflitos como os na Síria ou Ucrânia tem inviabilizado a tomada de decisões com peso na resolução das crises.

A Assembleia Geral da ONU acordou um texto em que assume a necessidade de se proceder a reformas no Conselho de Segurança, documento recusado já pela China, Estados Unidos e Rússia.