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EUA e China chegam a acordo para combater ciberespionagem

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Mark Wilson / Getty Images

A ciberespionagem “tem que parar”, afirmou esta sexta-feira Barack Obama em conferência de imprensa conjunta com o Presidente chinês. “Hoje posso anunciar que os dois países chegaram a um terreno comum para avançar”

“Mais uma vez, mencionei a nossa grande preocupação em relação ao aumento das ameaças em matéria de cibersegurança contra empresas e cidadãos norte-americanos. Disse que esta tem que parar.” Foi assim que o Presidente norte-americano anunciou, em conferência de imprensa com o seu homólogo chinês, que Estados Unidos e China chegaram a acordo para lutar contra a pirataria informática, um dos temas sensíveis entre os dois países. “Hoje posso anunciar que os dois países chegaram a um terreno comum para avançar.”

Barack Obama garantiu que os Estados Unidos não estão envolvidos em ciberespionagem para fins comerciais e Xi Jiping afirmou que o país que lidera se opõe “com firmeza ao roubo de segredos comerciais e outro tipo de ataques informáticos.”

Os dois Presidentes concordaram ainda criar um grupo de especialistas veteranos para discutir as questões cibernéticas e ainda outro grupo para analisar a melhor forma de combater estes “roubos informáticos de propriedade intelectual, nomeadamente segredos comerciais.”

Para além disso, Obama revelou ainda um acordo para aprofundar o pacto alcançado no ano passado para o corte de emissões poluentes, definindo novas ações para conseguir alcançar os objetivos definidos à data (redução de gases de efeito de estufa). E sublinhou que se duas grandes potências (“as duas maiores economias do mundo, consumidores de energia e emissores”) conseguem chegar a acordo nesta área “não há razão para os países desenvolvidos ou em desenvolvimento não fazerem o mesmo.”