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Ministro saudita atribui tragédia em Meca à falta de disciplina dos peregrinos

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Estima-se que estejam na cidade cerca de quatro milhões de peregrinos

MOHAMMED AL-SHAIKH/AFP/Getty Images

É a maior tragédia em 25 anos. Último balanço aponta para 717 mortos e 805 feridos - debandada em massa provocou o esmagamento de centenas de pessoas

O ministro da Saúde saudita atribuiu a debandada que causou mais de 700 mortos em Mina, perto de Meca, à falta de disciplina dos peregrinos, os quais, diz o governante, têm tendência para ignorar as instruções dos responsáveis da peregrinação.

"Se os peregrinos tivessem seguido as indicações, teríamos podido evitar este género de acidente", declarou Khaled al-Faleh à televisão pública El-Ekhbariya, depois de se ter deslocado ao local da tragédia, a pior a enlutar a peregrinação anual muçulmana nos últimos 25 anos.

"Numerosos peregrinos movimentam-se sem respeitar os horários" determinados pelos responsáveis da gestão dos ritos, disse o ministro, adiantando ser essa "a razão principal deste tipo de incidente".

Al-Faleh referiu que os seus serviços estão mobilizados para socorrer e tratar os feridos e prometeu uma investigação ao sucedido "rápida e transparente".

Segundo o último balanço divulgado pela Proteção Civil da Arábia Saudita, 717 pessoas morreram e 805 ficaram feridas na debandada. A tragédia aconteceu depois de um choque entre duas marés humanas, uma que abandonava e outra que se aproximava do local do apedrejamento simbólico de Satanás - um ritual dos peregrinos.

O Irão, que perdeu 43 cidadãos na debandada, atribuiu a tragédia a falhas no dispositivo de segurança saudita.

O ritual do 'hajj' está entre os cinco pilares do islamismo e todos os muçulmanos deverão realizar a peregrinação a Meca pelo menos uma vez na vida.