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Colômbia e rebeldes das FARC a caminho da paz

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O Presidente cubano, Raul Castro, segurando as mãos do seu homólogo colombiano, Juan Manuel Santos, e do líder máximo das FARC, Rodrigo Londono 'Timochenko' Echeverri

ALEJANDRO ERNESTO/EPA

“A paz é possível e está mais perto do que nunca”. Foi assim que Juan Manuel Santos, Presidente da Colômbia, anunciou que a negociação de um acordo com as FARC está prestes a ter um final feliz. Só faltam ajustes e o “sim” dos colombianos

Depois de uma semana de avanços e recuos, o Presidente colombiano anunciou esta quinta-feira que o acordo com os rebeldes da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) está cada vez mais próximo. Durante o encontro entre Juan Manuel Santos e Rodrigo Londoño, das FARC, ficou estabelecido um prazo de seis meses para a assinatura do acordo final e de 60 dias para os rebeldes entregarem as suas armas.

Juan Manuel Santos admitiu que Governo e as FARC, o maior grupo rebelde do país, são “adversários”, mas declarou que neste momento avançam “na mesma direção, a direção da paz”. As negociações arrastam-se há três anos, mas esta quinta-feira o Presidente colombiano anunciou no seu Twitter que “a paz chegou” e esclareceu que “os colombianos terão oportunidade de dizer sim ou não ao acordo”.

O acordo foi alcançado graças às cedências de ambas a partes em temas tradicionalmente mais incómodos: a deslocalização de armas, a punição das FARC e de militares colombianos pelas violações de ambos de direitos humanos – que deverão resultar em penas de até oito anos - e o prazo final para assinar o acordo.

Juan Manuel Santos admitiu que ninguém estará “completamente feliz” com os termos finais do acordo, mas sublinha que “a mudança vai ser muito positiva”.