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Seat admite que instalou motores fraudulentos da Volkswagen

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A marca espanhola, que pertence ao grupo alemão Volkswagen, está a apurar em quantos veículos foi feita a instalação e diz que ainda “é muito cedo para saber a extensão do uso deste motor”

A Seat, marca espanhola que pertence ao grupo alemão Volkswagen, admitiu esta quinta-feira que montou em modelos motores diesel do mesmo tipo dos que permitiam manipular emissões de gases poluentes.

A Volkswagen, a maior construtora automóvel do mundo, está no centro de um escândalo, depois de nos últimos dias ter reconhecido que, através de um software, manipulou por vários anos dados sobre as emissões de gases poluentes em 11 milhões de veículos em todo o mundo.

No que diz respeito aos veículos montados em Espanha, a Seat diz que está ainda a fazer a contagem dos motores diesel EA 189 e diz que ainda “é muito cedo para saber a extensão do uso deste motor” em automóveis da marca.

Fontes da companhia disseram à Agência Efe, no entanto, que esta gama de motores foi amplamente utilizada pela fabricante espanhola em várias configurações de energia.

A atual gama de modelos Seat já não utiliza estes motores, porque incorporou a nova geração 2.0 TDI adaptada à normativa Euro 6.

Entretanto, o presidente da Seat, Jurgen Stackmann, garantiu hoje que “não há risco” de este caso afetar os investimentos do grupo Volkswagen em Espanha, nomeadamente os 3,3 mil milhões de euros planeados para uma fábrica em Barcelona.

Em Portugal, a Autoeuropa - fábrica pertencente ao grupo Volkswagen - não se pronunciou diretamente sobre o assunto, enquanto o ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou que os automóveis Volkswagen produzidos naquela fábrica "não tiveram incorporação" do 'kit' que falseou o desempenho dos motores relativamente às emissões poluentes. Disse ainda que não vê motivo para “gerar intranquilidade” relativamente a este projeto “muito importante para Portugal”.