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“Temos de perceber como vamos conseguir recuperar o controlo das nossas fronteiras”

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O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, felicitou Passos Coelho pelos resultados obtidos nas eleições de 4 de outubro

YIANNIS KOURTOGLOU / Reuters

Declaração é do presidente do Conselho Europeu, que lamenta que alguns países acusem outros a propósito da da crise de refugiados

O presidente do Conselho Europeu defendeu esta quarta-feira de tarde que o controlo das fronteiras é um “assunto prioritário” na sequência da atual crise dos refugiados. “Esta noite temos de perceber como vamos conseguir recuperar o controlo das nossas fronteiras. Isso é vital”, declarou Donald Tusk.

As declarações surgiram minutos antes do início da reunião extraordinária do Conselho Europeu - marcada para as 18h em Bruxelas, 17h em Lisboa) - para discutir precisamente a crise dos refugiados. As posições divergentes dos Estados-membros fazem adivinhar um encontro tenso, um dia depois de os ministros do Interior europeus terem aprovado a distribuição de 120 mil refugiados.

“Sem termos uma resposta para essa questão, não vale a pena abordar uma política comum migratória credível”, reforçou Tusk.

O líder do Conselho Europeu lamenta que alguns países acusem outros neste processo, dificultando a obtenção de uma resposta comum para a crise de refugiados. “Hoje em dia temos que elaborar políticas que possamos implementar de forma a que nos possamos ajudar uns aos outros.”

Na terça-feira, apesar da larga maioria dos ministros do Interior terem votado a favor da repartição de 120 mil refugiados, a Hungria, a República Checa, a Eslováquia e a Roménia votaram contra a definição de quotas mandatórias.

Mantendo a sua postura dura, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, acusou a Alemanha de demonstrar uma “atitude de imperialismo moral” perante outros Estados-membros relativamente à crise de refugiados. “Mesmo que a Alemanha aceita migrantes em massa, por favor não exija quotas obrigatórias para outros países fazerem o mesmo” , disse o governante, citado pelo “The Guardian.”

Também o ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros considerou que o plano europeu é “inviável”. “Parece-me um autêntico disparate. Este é o início de uma nova ordem mundial, não estamos a falar de uma crise de refugiados, mas sobre uma onda de migração em massa”, afirmou Szíjjártó Péter.

Por sua vez, o chefe do governo eslovaco, Robert Fico, ameaçou apresentar uma queixa no Tribunal de Justiça da União Europeia. “Não vamos implementar esta decisão, porque consideramos que não irá resultar. Sempre considerámos que esta ação não tem sentido”, declarou.

Com a reintrodução do controlo fronteiriço por parte de alguns países europeus, a Croácia é o novo destino de milhares de refugiados. Só na terça-feira chegaram ao país mais de 9 mil cidadãos da Síria e do Iraque.

Segundo a Reuters, cerca de 350 refugiados chegam por hora à estação da cidade de Tavornik, situada na fronteira entre a Sérvia e a Croácia.

A Comissão Europeia anunciou esta quarta-feira que irá canalizar mais 1700 milhões de euros para ajudar à crise dos refugiados.

  • Europa acorda divisão de refugiados pelos Estados-membros

    A partir desta terça-feira, e até 4 de outubro, estão suspensas as ligações de comboio entre a Áustria e a Hungria a partir de Munique. Esta ae outras medidas estão a limitar o movimento na Europa central. O espaço Schengen parece ferido de morte enquanto os líderes dos 28 tentam negociar saídas em Bruxelas