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CEO da Volkswagen volta a desculpar-se pelo escândalo. “Lamento infinitamente, vamos limpar isto”

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KAI PFAFFENBACH / Reuters

Onze milhões de carros da empresa foram falseados nas emissões de gases. Caso foi detetado nos EUA e a empresa arrisca multa de 18 mil milhões de dólares. O líder da empresa, Martin Winterkorn, promete “uma investigação transparente e rápida” ao caso. Mas o mais certo é já não ser ele a divulgar os resultados

A manipulação das emissões de gases poluentes nos veículos a gasóleo “contradiz tudo o que a Volkswagen apoia”, afirmou o presidente do grupo alemão, Martin Winterkorn, num vídeo apresentado esta terça-feira, onde volta a pedir desculpa pelo escândalo que envolve a marca.

Winterkorn, de 68 anos, acrescentou não ter “neste momento todas as respostas a todas as perguntas”, mas prometeu “uma investigação transparente e rápida”.

Com um contrato a terminar no final de 2016 - recentemente prolongado até dezembro de 2018 - o atual presidente da Volkswagem enfrenta uma pressão crescente para que renuncie, podendo estar para muito breve a sua substituição, segundo os media alemães.

No domingo, Martin Winterkorn já lamentara ter “quebrado a confiança dos seus clientes e do público em geral, manifestando “profundo arrependimento” pelo comportamento da empresa no caso que envolve o falseamento dos dados relativos ao desempenho dos motores diesel dos carros vendidos nos EUA.

“Milhões de pessoas pelo mundo confiam nas nossas marcas, nos nossos carros e na nossa tecnologia. Lamento infinitamente ter desapontado essa confiança”, tornou a dizer, concluindo: “Vamos limpar isto”.

O presidente da Porsche, Matthias Müller, é apontado como o futuro presidente-executivo do grupo. O jornal alemão “Tagesspiegel” adianta na sua edição desta terça-feira que a ‘troca’ deverá acontecer já na próxima sexta, na reunião do conselho de supervisão da companhia. A Volkswagen, porém, não confirmou a informação.

O escândalo envolvendo a conhecida marca de automóveis rebentou, depois de a Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA) dos Estados Unidos ter acusado o grupo, na sexta-feira, de ter falseado os dados de emissões poluentes de vários dos modelos a diesel, com recurso a um 'software' incorporado nos veículos. A multa em que incorre pode ascender a 18 mil milhões de dólares (cerca de 15,9 mil milhões de euros)..