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Milhares de refugiados chegam à Áustria e à Croácia

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FOTO ANTONIO BAT/REUTERS

Cerca de 10 mil refugiados chegaram este domingo à cidade austríaca de Nickelsdorf, junto à fronteira com a Hungria. Só nos últimos cinco dias, a Croácia recebeu 27 mil migrantes

Milhares de refugiados chegaram este fim de semana a Áustria, através da Hungria, na esperança de alcançarem como destino final a Alemanha ou os países nórdicos.

No domingo, cerca de 10 mil refugiados chegaram à cidade austríaca de Nickelsdorf, junto à fronteira com a Hungria. Entretanto, uma repórter da BBC diz que testemunhou esta madrugada a chegada de dois autocarros com mais migrantes.

Testemunhas locais descrevem uma situação caótica, com muito barulho e lixo no chão, onde cada refugiado procura apenas um espaço para dormir, enquanto as equipas de voluntários fornecem água e cobertores.

Na Croácia, cerca de 40 autocarros chegaram esta noite ao campo de refugiados de Opatovac, situado na fronteira com a Sérvia. No domingo, registaram-se também confrontos na cidade de Tovarnik, depois de grupos de refugiados terem tentado lutar para embarcar num comboio que teria como destino Viena.

“Nos últimos cinco dias recebemos cerca de 27 mil migrantes. Trata-se de uma situação insustentável para um país pequeno como o nosso”, afirmou o ministro croata do Interior, Ranko Ostojic.

Angela Merkel voltou este domingo, por sua vez, a apelar à solidariedade dos Estados-membros da União Europeia e ação conjunta: “A Alemanha tem vontade de ajudar, mas não consegue sozinha. A crise dos refugiados não é apenas um desafio para nós, mas para toda a Europa. Temos que agir juntos e assumir responsabilidade”, declarou a chanceler alemã, citada pelo “The Guardian””.

Na mesma linha, François Hollande reiterou também que “ninguém se pode excluir” do direito de dar asilo a refugiados, que fogem da guerra e da miséria.

Esta segunda-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Hungria, República Checa, Eslováquia, Roménia e Letónia vão reunir-se no Luxemburgo para discutirem o probema. Os países deverão reafirmar as suas posições, face a uma Europa dividida.

Entretanto, para esta quarta-feira está agendada uma nova cimeira extraordinária de líderes, com vista à busca de uma resposta consensual para esta crise de refugiados.