Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Aplicações da Apple atingidas por malware

  • 333

Mike Segar/Reuters

O ataque inédito de software malicioso em aplicativos para iPhone e iPads ocorreu na China

A loja de aplicações da Apple na China foi alvo de um ataque em larga escala de software malicioso, sendo o primeiro de semelhante amplitude a atingir uma Apple Store.

WeChat (a maior aplicação de mensagens na China), Didi Kuaidi (sistema semelhante ao da Uber) e Net Ease Inc. (que fornece música em streaming), algumas das aplicações mais populares da Apple na China, foram atingidas. No total, 39 aplicações terão sido comprometidas, usadas por centenas de milhões de utilizadores, segundo refere a empresa de segurança na internet Palo Alto Networks.

As aplicações infetadas podem transmitir informações do aparelho, lançar falsos alertas com vista em roubar as passwords de acesso ao Apple iCloud, ler e escrever informações no aparelho.

“Para proteger os nossos clientes, removemos as aplicações da App Store que sabemos terem sido criadas com software contrafeito e já estamos a trabalhar com os programadores para certificar que eles estão a suar a versão adequada do Xcode para reconstruir as suas aplicações”, refere a Apple, num comunicado divulgado na noite deste domingo.

Descarregar o Xcode na China a partir do site da Apple é uma tarefa que pode ser muito morosa e os hackers ter-se-ão aproveitado da impaciência dos programadores chineses, colocando online o código numa versão do género cavalo de Troia.

“Nós acreditamos que o XcodeFantasma é um software muito lesivo e perigoso, que foi passado através de uma alteração do código da Apple e que conseguiu concretizar um ataque sem precedentes do ecosistema iOSA”, refere a Palo Alto no seu site.

Noutras declarações publicadas nas redes sociais no fim de semana, Tencent, Didi Kuaidi Joint Co. e NetEase referem que apesar das suas aplicações terem sido comprometidas, não foi perdida informação sensível dos clientes.