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Sondagens apontam para empate técnico nas eleições gregas

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Nos cartazes da campanha, Alexis Tsipras, pelo Syriza, e Evangelos Meimarakis (rosto em primeiro plano), como líder do Nova Democracia são os melhor colocados para formar Governo - que exigirá uma coligação

ALKIS KONSTANTINIDIS/ REUTERS

Syriza e Nova Democracia - sairá quase certamente de um destes partidos o próximo primeiro-ministro grego. Eleição está apertada, tendo em conta o que as sondagens revelam

Com os dois principais partidos, o Syriza, de esquerda, e o conservador Nova Democracia (ND), em situação de empate técnico, a Grécia entra na reta final para as segundas eleições que o país convoca em apenas oito meses.

Os eleitores são chamados às urnas no próximo domingo e, ao que tudo indica, o resultado está nas mãos dos indecisos (cerca de 10%) e será muito condicionado pela taxa de abstenção, que se prevê alta, dado o “cansaço eleitoral” dos gregos.

Das cinco sondagens publicadas na quinta-feira e esta manhã, duas dão uma ligeira vantagem ao Syriza, outras duas apontam para uma ligeira vantagem do ND e uma outra prevê um empate, com cerca de 28% dos votos para cada partido. Há um pormenor: as vantagens dadas a qualquer dos partidos cabem na margem de erro das amostragens.

Atendendo a que nem o Syriza nem o Nova Democracia parecem estar em condições de obter dos 38% de votos necessários para garantirem a maioria de 151 deputados entre os 300 assentos do Parlamento grego (mesmo com os 50 lugares extra ‘oferecidos’ ao partido mais votado), a necessidade de o país vir a ser liderado por um Governo de coligação á dada como certa.

É aqui que entram os socialistas do PASOK e o partido de centro-esquerda To Potami, ainda que o eventual arrastar das negociações nada de bom traga à Grécia, por poder atrasar a aplicação do novo pacote de medidas exigidas pelos seus credores em troca de empréstimos de emergência.

Evangelos Meimarakis, líder do Nova Democracia, tem ganho apoios e ao longo da campanha mostrou-se conciliador. Se ganhar, prometeu, está disponível para se entender com o Syriza, algo que Alexis Tsipras, em nome do partido que dirige, já recusou.

O antigo primeiro-ministro grego procura, na verdade, reforçar a sua posição depois da crise interna que atingiu o Syriza. Após a votação sobre o terceiro resgate, 25 deputados abandonaram a sua bancada parlamentar e formaram um novo agrupamento (Unidade Popular) - para não falar da demissão do polémico ministro das Finanças Yanis Varoufakis -, a ponto de a instabilidade gerada ter levado Tsipras a convocar estas eleições antecipadas.

A campanha eleitoral termina oficialmente esta sexta-feira, com um comício de encerramento do Syriza na emblemática praça Syntagma, junto ao Parlamento grego .