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Sismo no Chile. Nova atualização: pelo menos 12 mortos e cinco desaparecidos

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Estragos provocados pelo sismo que ocorreu na passada quarta-feira, no Chile

MARIO RUIZ

O número de mortos provocados pelo sismo que abalou o Chile na quarta-feira à noite, subiu para 12 e pelo menos mais cinco pessoas são dadas como desaparecidas, naquele que foi o maior sismo do ano e o maior no Chile, desde 2010

Esta quinta-feira à noite, o ministro do Interior do Chile Jorge Burgos afirmou que o número de mortos, provocado pelo terramoto da véspera no país, subiu para 12 e que cinco pessoas estão listadas como desaparecidas.

Apesar de terem sido elevados, os estragos e o número de vítimas provocados pelo sismo (de magnitude 8.3 na escala de Ritcher, segundo o Serviço Geológico dos EUA, ou de 8.4 de acordo com as autoridades chilenas), poderiam ter sido «muito superiores se a tragédia tivesse ocorrido num país mal preparado para uma catástrofe natural deste género.

É esta pelo menos a opinião de vários sismólogos, que realçam que o forte investimento no reforço das estruturas dos edifícios e a constante melhoria dos seus sistemas de alerta de tsunamis terão minorado os efeitos do forte sismo. A opinião é partilhada pelo professor e arquiteto urbanista Iván Poduje, que reforça que a “resistência das infraestruturas foi notável”.

Maior sismo do ano e o maior no Chile desde 2010

De facto, os edifícios terão dado uma excelente resposta à intensidade do abalo, tendo em conta que este foi o sismo mais violento registado este ano em todo o mundo e o maior no Chile desde o tremor de terra de 2010, que teve uma magnitude de 8.8 na escala de Ritcher e resultou em 156 pessoas mortas e 25 desaparecidas.

No entanto, apesar da diferença nos efeitos, a dimensão da catástrofe, os sismos de 2010 e 2015 têm até muitas semelhanças no que diz respeito à sua origem. Quem o diz é o diretor do Laboratório de Investigação de Tsunamis do Instituto de Geografia da Universidade Católica do Chile, Marcelo Lagos: “Ambos são de subducção [zonas de convergência de placas tectónicas] e têm ruturas em fundo oceânico, daí que tenham gerado tsunamis”. No entanto, o abalo mais recente provocou uma ondulação muito menor (menos de cinco metros) do que a ocorrida em 2010, quando as ondas “chegaram a medir 27 metros”, acentua Marcelo Lagos,

Este responsável esclarece que a energia num sismo liberta-se de forma exponencial, daí que “um sismo de grau nove seja 32 vezes mais violento do que um de grau oito”.