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FIFA suspende secretário-geral e Jérôme Valcke nega acusações "fabricadas e ultrajantes"

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Jérôme Valcke (è es.) não foi implicado no escândalo de corrupção da FIFA, mas sempre foi defensor e muito próximo de Joseph Blatter

MOHAMED MESSARA / EPA

“Jérôme Valcke, inequivocamente, nega as fabricadas e ultrajantes acusações de Benny Alon de alegadas irregularidades ligadas à venda de bilhetes do Campeonato do Mundo de 2014”, diz o advogado diz dirigente francês e braço-fireito do demissionário Joseph Blatter

O secretário-geral da FIFA, o francês Jérôme Valcke, nega as alegações que levaram à suspensão das suas funções, considerando-as “fabricadas e ultrajantes”, revela o seu advogado, dos Estados Unidos, em comunicado divulgado na noite desta quarta-feira.

“Jérôme Valcke, inequivocamente, nega as fabricadas e ultrajantes acusações de Benny Alon de alegadas irregularidades ligadas à venda de bilhetes do Campeonato do Mundo de 2014”, diz o causídico Barry Berke, do gabinete de advogados Kramer Levin, de Nova Iorque.

A FIFA anunciou na quarta-feira a suspensão imediata do seu secretário-geral, alegando suspeita de conduta imprópria, colocando-o ainda sob investigação. “A FIFA tomou conhecimento de uma série de denúncias envolvendo o secretário-geral e solicitou uma investigação oficial ao Comité de Ética da FIFA”, explica o organismo.

Valcke, de 54 anos, foi acusado de receber suborno de Benny Alon (JB Sports Marketing) em relação a um acordo da FIFA para revender bilhetes do Mundial do Brasil, mas, segundo o seu advogado, “nunca recebeu ou concordou em aceitar qualquer dinheiro ou qualquer outra coisa de valor do senhor Alon”.

“Como foi relatado, a FIFA entrou em acordo com a empresa do senhor Alon, a JB Sports Marketing. Esse acordo e negócios subsequentes da FIFA com o senhor Alon foram analisados e aprovados pela FIFA e seus assessores jurídicos”, defende-se Jérôme Valcke, em comunicado.

O gaulês, que desde 2007 tem sido o braço-direito do presidente Joseph Blatter, é suspeito de ter recebido comissão de revenda de bilhetes no mercado negro de milhares de ingressos.

A FIFA está envolvida em grande escândalo de corrupção desde que foram presos sete dos seus dirigentes a 27 de maio, nas vésperas do congresso em Zurique para eleger um novo presidente.

Estes dirigentes estão entre os 14 acusados pelas autoridades dos Estados Unidos por atos de corrupção ligados a televisão e marketing e que ascendem a cerca de 150 milhões de euros.

Apesar das detenções, Joseph Blatter foi eleito para um quinto mandado - acabou sozinho na corrida - mas posteriormente acabou por renunciar e marcar novas eleições para fevereiro.

Jérôme Valcke não foi implicado no escândalo de corrupção da FIFA, mas sempre foi defensor e muito próximo de Blatter.